Quase metade dos brasileiros avalia como regular a própria situação financeira, enquanto uma parcela semelhante afirma que o dinheiro que ganha não é suficiente para manter o orçamento.
Segundo pesquisa Datafolha, 45% classificam sua situação financeira pessoal e familiar como regular. Outros 12% dizem que ela é ruim ou péssima, enquanto 43% fazem uma avaliação positiva, considerando-a ótima ou boa.
A percepção de aperto aparece de forma ainda mais clara quando os entrevistados são questionados sobre a renda. Para 34% dos brasileiros, o dinheiro que ganham e o de sua família não é suficiente e às vezes falta.
Outros 15% afirmam que a renda é muito baixa e traz muitas dificuldades. Ao todo, 49% relatam algum grau de insuficiência financeira. Outros 42% dizem que o dinheiro recebido é exatamente o necessário para viver, e 9% afirmam que ganham mais do que precisam.
Apesar desse quadro, há uma percepção predominantemente positiva em relação ao futuro: 71% acreditam que sua situação financeira vai melhorar nos próximos 12 meses.
Para 45%, a melhora será grande; outros 26% esperam uma melhora menor; 21% acreditam que a situação permanecerá como está. Outros 5% projetam alguma piora e 3% não souberam responder.
A avaliação atual varia de acordo com a condição socioeconômica. Entre aqueles com renda familiar superior a cinco salários mínimos, 69% consideram sua situação financeira ótima ou boa. O percentual é de 60% entre os integrantes das classes A e B e de 52% entre os entrevistados com ensino superior.
Na outra ponta, a avaliação positiva é de 36% entre os que têm ensino fundamental, 33% entre os que vivem em famílias com renda de até dois salários mínimos e 32% nas classes D e E.
A expectativa de melhora também apresenta diferenças entre os grupos: 78% dos entrevistados com renda familiar de dois a cinco salários mínimos acreditam que sua situação financeira vai melhorar nos próximos 12 meses, assim como 76% dos integrantes da população economicamente ativa.
O percentual cai para 65% nas classes D e E, 62% entre aqueles com ensino fundamental e 53% entre os entrevistados com 60 anos ou mais.
O contraste entre a avaliação do presente e a expectativa para o futuro aparece também nas intenções de consumo: 34% esperam aumentar o consumo de alimentos nos próximos 12 meses. Em serviços de educação, são 32%; em roupas e calçados, 29%; em serviços de saúde e beleza, 26%; e em viagens, 21%.
Para gastos maiores, a disposição é mais limitada: 23% afirmam que pretendem comprar um automóvel nos próximos 12 meses e já estão se planejando financeiramente, enquanto 12% pretendem comprar, mas ainda não começaram a se planejar.
No caso dos imóveis, 16% já estão se preparando financeiramente para a compra e 10% pretendem comprar, mas ainda não iniciaram o planejamento.
A pesquisa Datafolha foi realizada entre 14 e 19 de setembro de 2026, com 2.002 entrevistas em 125 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, em um nível de confiança de 95%.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – FERNANDO CANZIAN










