A inauguração, no dia 18 de julho, da primeira etapa do deck e da área de convivência no Canal de Camburi representa muito mais do que a entrega de uma obra pública. É a materialização de uma visão de futuro, na qual a engenharia transforma potencial em oportunidade.
Finalmente, aquilo que parecia óbvio foi colocado em prática. Um equipamento urbano pensado para fortalecer o Arranjo Produtivo da Economia Criativa e do Turismo, sem depender de soluções mirabolantes e passageiras. Trata-se de infraestrutura permanente, capaz de impulsionar negócios, atrair investimentos e valorizar um dos maiores patrimônios do Espírito Santo: sua relação com o mar.
Com as próximas etapas, que contemplam marinas e outros equipamentos de apoio, o Espírito Santo dará um salto ainda maior, consolidando-se como referência para os esportes náuticos, o lazer, o turismo e a economia do mar. É um exemplo que merece ser estudado e replicado por outros municípios banhados pelo litoral ou por rios e lagoas, que possuem enorme potencial turístico ainda pouco explorado.
O desenvolvimento não acontece por acaso. Ele exige planejamento, projetos ousados de engenharia, decisão política, equipes técnicas qualificadas e, sobretudo, uma população que compreenda que obras estruturantes beneficiam toda a coletividade. Quando o poder público investe em infraestrutura de qualidade, cria-se o ambiente para que a iniciativa privada faça sua parte. Restaurantes, hotéis, marinas, comércio, serviços, eventos, esporte, cultura e entretenimento surgem naturalmente, gerando trabalho, renda e novas oportunidades.
Infelizmente, esse entendimento ainda encontra resistência em alguns locais. Basta observar as críticas direcionadas a importantes projetos em Vila Velha, como o calçadão entre o Shopping Boulevard e a Ponte da Madalena, a revitalização do Morro do Moreno, a modernização dos quiosques, o alargamento da faixa de areia das praias ou a implantação do Pump Track na Praia da Ponta da Fruta. Muitas vezes, prevalecem o desconhecimento, o imediatismo ou interesses particulares, em detrimento dos benefícios coletivos que essas intervenções podem proporcionar.
É urgente que o Espírito Santo fortaleça seu olhar para o Arranjo Produtivo da Economia Criativa e do Turismo. Temos potencial extraordinário, mas precisamos de projetos cada vez mais ousados, tecnicamente bem concebidos e ambientalmente sustentáveis. O turismo é uma das indústrias que mais distribuem renda, movimentam diversos setores da economia e promovem desenvolvimento regional.
Parabéns à toda equipe técnica, aos profissionais da engenharia e a todos os envolvidos nessa importante entrega. Obras como essa demonstram que, quando o poder público investe em infraestrutura de qualidade, o desenvolvimento acontece, a iniciativa privada responde e toda a sociedade colhe os frutos.
VIVA A ENGENHARIA PÚBLICA CAPIXABA. #aengenhariaediferente
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