A terceira edição da ES Construção 2026 teve início nesta quarta-feira (8), no Pavilhão de Carapina, na Serra, com a expectativa de movimentar R$ 800 milhões em negócios ao longo de um ano. Promovida pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Espírito Santo (Sinduscon-ES), a maior feira da construção civil do Estado segue até sexta-feira (10). O evento projeta atrair cerca de 15 mil visitantes e reúne 150 expositores do mercado imobiliário e fornecedores do setor produtivos, além de uma programação técnica voltada aos principais gargalos e tendências da economia capixaba.
A solenidade de abertura reuniu autoridades públicas, empresários e representantes da cadeia construtiva no Espírito Santo para debater as perspectivas do Produto Interno Bruto (PIB) e as projeções de investimentos em infraestrutura e habitação no mercado local.
Indústria da construção civil impulsiona economia do ES
Durante a abertura oficial, lideranças empresariais enfatizaram o papel do setor como indutor do crescimento econômico regional. O presidente do Sinduscon-ES, Douglas Vaz, apontou que a feira conecta o fechamento de contratos à difusão de conhecimento técnico.
“A indústria da construção é o motor que impulsiona o PIB capixaba. O desenvolvimento do Espírito Santo passa pela construção e essa máquina é movida por um trabalho incansável de quem empreende, no caso os empresários, e de quem executa, os trabalhadores”, afirmou Vaz.
O presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, reforçou que o adensamento da cadeia produtiva amplia a competitividade do ecossistema industrial do Estado. “Fortalecer esse setor é fortalecer toda a indústria e criar as condições para que o Espírito Santo continue crescendo de forma sustentável e competitiva”, avaliou Baraona.
Infraestrutura, mercado imobiliário e rodadas de negócios
O cenário macroeconômico do Espírito Santo também foi destacado pelos representantes institucionais como um diferencial para a atração de capital privado. O diretor-geral da Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes), Alberto Gavini, citou indicadores de governança do Executivo estadual.
“Estamos vivendo um momento único, com nota máxima em equilíbrio fiscal, baixo nível de desemprego e um governo que investe cerca de 20% da receita em obras de infraestrutura, mais que o dobro da média nacional”, declarou Gavini.
Para os pequenos negócios e fornecedores locais, a inserção nas grandes cadeias de suprimentos foi apontada como o principal vetor de engajamento do evento. O diretor técnico do Sebrae-ES, Eurípedes Pedrinha, ressaltou o papel das rodadas de negócios promovidas no Pavilhão de Carapina. “As rodadas de negócios são um dos principais instrumentos para aproximar pequenas empresas dos grandes players da construção civil e gerar novas oportunidades para toda a cadeia produtiva”, explicou.
Taxa de juros e reflexos da reforma tributária em debate
O primeiro dia da programação técnica concentrou debates sobre as variáveis macroeconômicas que afetam o poder de compra do consumidor e o custo do crédito. No painel “Mercado Imobiliário e Desenvolvimento do Ambiente de Negócios”, especialistas avaliaram o desempenho do mercado capixaba, os impactos da taxa de juros e as incertezas operacionais trazidas pela regulamentação da reforma tributária para as empresas construtoras e incorporadoras.
Na sequência, o painel “Taxa de juros: para onde vai a economia?” aprofundou a análise sobre o cenário econômico brasileiro e o financiamento imobiliário, alertando para a necessidade de planejamento de caixa das empresas diante da volatilidade dos indicadores monetários.
A feira também apresenta ao público capixaba soluções focadas em inovação tecnológica e critérios ESG (ambientais, sociais e de governança). Entre os produtos expostos estão sistemas construtivos modulares para redução do tempo de execução das obras, insumos de matriz sustentável e simuladores imersivos voltados para a segurança do trabalho nos canteiros.










