A decisão de vetos a projetos aprovados na capital capixaba repercutiu na sessão desta quarta-feira (24) da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, mobilizando manifestações de três parlamentares nesta semana. O debate envolveu propostas relacionadas a pautas educacionais e manifestações sociais, além de críticas à condução das decisões do Executivo municipal.
O deputado Lucas Polese comentou os vetos e direcionou críticas à fundamentação utilizada e em seu discurso se referiu ao projeto de lei do vereador Armandinho Fontoura intitulado ‘Marcha da Maconha’ que proíbe a presença de crianças em eventos que façam apologia às drogas. Em sua fala, afirmou:
“Marcha de maconha, marcha de aborto, parada LGBT e ainda vetar um negócio desse apegado a formalismo, falando que não, vão considerar inconstitucional. Pô gente, esse não é o nosso papel, a gente se apega a formalismos ou a gente se apega a verdades objetivas, a fazer o que é o certo? Tem tanta gente pra poder questionar depois e querer derrubar a lei. Na nossa lei de deputado Alcântaro de doutrinação ideológica que garantia aos pais o direito de permitir ou não os seus filhos em aulas relacionados a gênero, por exemplo, então temos que marcar presença. Eu sou a favor da proteção da criança e achei lamentável. Esse tipo de veto na Prefeitura de Vitória é uma péssima sinalização para a sociedade e para a classe política, vamos torcer para que os vereadores derrubem”.
Na mesma sessão, o deputado Coronel Welinton também se manifestou, destacando que a discussão envolve valores sociais e educacionais. Ele declarou:
“Nós estamos vendo a reflexão política de conceitos e valores inerentes à sociedade em que nós também recebemos com muita surpresa essa situação de um veto de uma legislação pertinente a defesa dos nossos valores, nossos jovens, as famílias ficaram muito entristecidas e eu acredito que era um projeto de lei que nós deveríamos apoiar e nós também solicitamos a revisão ou a derrubada desse veto da Prefeitura Municipal aqui de Vitória”.
Já o deputado Danilo Bahiense também comentou o tema e afirmou que espera a reversão da decisão no Legislativo municipal: “Realmente, Coronel, lamentável esse veto por parte da prefeita, mas com certeza os nossos vereadores irão derrubar esse veto para que essa legislação possa entrar em vigor o mais rápido possível’.
As manifestações ocorreram durante a repercussão dos vetos de projetos aprovados na Câmara Municipal de Vitória, que seguem agora sob debate político entre parlamentares estaduais e municipais.










