A federação formada por União Brasil e Progressistas (PP) definiu que não lançará candidato próprio ao Senado nas eleições de 2026 e concentrará esforços na indicação do nome que disputará a vice-governadoria na chapa encabeçada pelo pré-candidato ao Governo do Espírito Santo, Ricardo Ferraço (MDB). A estratégia foi detalhada pelo presidente da Assembleia Legislativa e dirigente estadual do União Brasil, deputado Marcelo Santos, em conversa com a imprensa.
Segundo o parlamentar, a decisão faz parte de um planejamento eleitoral voltado ao fortalecimento das chapas proporcionais dos dois partidos. A meta da federação é eleger entre três e quatro deputados federais e de seis a oito deputados estaduais.
“Nós decidimos, enquanto presidente do União Brasil e da federação, juntamente com o presidente do PP, que não vamos disputar o Senado. A federação quer indicar um nome para vice-governador”, afirmou Marcelo Santos.
O deputado explicou que a escolha do futuro candidato a vice não deverá recair sobre nomes que disputarão uma vaga na Câmara dos Deputados. De acordo com ele, retirar um integrante da chapa federal comprometeria a estratégia eleitoral construída para ampliar a representação da federação no Congresso Nacional.
“Qualquer nome que seja pré-candidato a deputado federal, seja do PP ou do União Brasil, não será indicado porque temos um projeto de fazer de três a quatro deputados federais. Qualquer desfalque na chapa tira essa possibilidade”, declarou.
Marcelo Santos acrescentou que União Brasil e PP trabalham para alcançar o maior desempenho eleitoral de suas histórias no Espírito Santo. “Nós temos um projeto e uma missão, cada um na sua agremiação, de fazer a maior entrega da história do Espírito Santo para essas duas agremiações”, disse.
Sobre a composição da chapa majoritária, o presidente da Assembleia afirmou que a federação possui diversos nomes aptos para ocupar a vaga de vice-governador. Entre eles, citou o vereador de Vitória Camillo Neves, a capitã Andressa, Joelma Costa Longa, coordenadora de um projeto voltado ao Arranjo Produtivo Local no Espírito Santo, e a vereadora de Vila Velha Patrícia Crizanto.
“Temos um ativo muito importante que pode ser colocado à disposição para compor a candidatura de vice-governador”, afirmou.
As declarações também indicam que nomes como os deputados federais Amaro Neto e Da Vitória, que vinham sendo mencionados nos bastidores políticos, não deverão integrar a disputa pela vice-governadoria, em razão da prioridade dada pela federação à formação de uma chapa competitiva para a Câmara dos Deputados.
A definição do candidato a vice deverá ocorrer durante as articulações para a composição da chapa majoritária liderada por Ricardo Ferraço, enquanto União Brasil e PP mantêm o foco na consolidação das candidaturas proporcionais para as eleições de 2026.









