Camila Valadão acusa Pazolini de abandonar Vitória para construir candidatura ao governo

A deputada estadual Camila Valadão (PSOL) usou a tribuna da Assembleia Legislativa, nessa terça-feira (26), para fazer duras críticas ao prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos).

Segundo a parlamentar, a capital capixaba está “praticamente abandonada” porque o gestor estaria mais preocupado em articular candidatura ao governo do Estado em 2026 do que em resolver os problemas da cidade.

“Vitória está abandonada. O prefeito está mais preocupado em construir seu palanque eleitoral do que enfrentar os desafios que a população vive no dia a dia”, afirmou Camila, ao relembrar que sempre esteve na oposição à atual administração, inclusive quando era vereadora.

No discurso, a deputada elencou retrocessos que, segundo ela, marcam a gestão Pazolini. Um dos principais pontos abordados foi a saúde pública. Camila criticou a tentativa da prefeitura de terceirizar os dois prontos-atendimentos da cidade, medida já questionada pelo Ministério Público, que recomendou a suspensão do edital por falta de diálogo com a sociedade e o Conselho Municipal de Saúde. “Sem competência para resolver, o prefeito tenta entregar o serviço à iniciativa privada”.

Outro alvo da deputada foi a proposta de revogação da gratuidade no transporte público para pessoas com doenças raras, deficiências e HIV, direito garantido por lei desde 2011. Para Camila, a medida significa negar acesso ao tratamento digno de saúde para uma população que depende do benefício. “Ao invés de buscar articulação junto ao governo do Estado, a prefeitura prefere retirar um direito histórico”, criticou.

Ela também apontou fragilidade no campo econômico. Citou a queda recente da arrecadação de ICMS em Vitória como reflexo da ausência de planejamento. “Não há projeto econômico, não há projeto social. Essa gestão representa retrocesso para a nossa cidade”.

Camila encerrou o discurso afirmando que, caso Pazolini tente disputar o Palácio Anchieta em 2026, enfrentará resistência da oposição. “Seguramente estaremos contra, porque não queremos que esse projeto retrógrado avance para o governo do Espírito Santo”, concluiu.

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