A Agência de Regulação dos Serviços Públicos do Espírito Santo (ARSP) considerou inviável o projeto para instalação de dispositivo de proteção de segurança em vidro na 3ª ponte, que liga Vitória a Vila Velha. A segunda opção são cabos de aço, quem além de 60% mais barato mantem o visibilidade do Convento da Penha. A concessionária Rodosol tem até o dia 13 de novembro para apresentar um projeto executivo de engenharia.

Segundo o presidente da ARSP, Júlio Castiglioni, o dispositivo de vidro estava estimado em R$ 16 milhões, mas criaria atritos a roda dos veículos que trafegam pela ponte. Além disso, a velocidade dos ventos e chuvas gerariam manutenções periódicas e custos altos a possíveis atos de vandalismo.

“Neste primeiro momento houve uma pré-seleção de projeto conceitual apresentado pela Rodosol, e que naquele momento se mostrava conveniente e oportuno porque preservava a vida das pessoas e pedestres que eventualmente trafegam na ponte. E também mantinha a visualização do convento da penha. Foi submetida a testes mais aprofundados e do ponto de vista técnico e econômico não se confirmou como solução viável”.

A medida visa evitar suicídios. Castiglioni informou que até setembro foram registrado 10 casos na 3ª ponte. Estudos ao redor do mundo apontam que a instalação de dispositivo de segurança em pontes como Story Bridge, na Austrália, e Millenium Bridge, em Londres, reduziram essas ocorrências entre 65% e 92%. Além disso, a altura evita novas tentativas.

Explicou ainda não é possível falar em aumento do pedágio ou outros custos para os capixabas com a instalação dos cabos de aço. O Poder Judiciário pode entender, por exemplo, que existe um débito da concessionária para com os usuários e descontar esse valor.

 “Não há ainda nenhuma posição definitiva da agência reguladora quanto a esse custo. Estamos mais uma vez buscando trazer a sociedade para esse debate. Estamos recebendo a demanda e tratando de forma técnica. A Lei de Concessões tem as suas previsões. Pode haver, por exemplo, mudança na tarifa e tempo de contrato. Mas isso não basta. O processo está judicializado. Existem diversas peculiaridades que devem ser consideradas”.

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