WhatsApp Image 2018-04-17 at 13.03.11Parentes e amigos lotaram a rua do cemitério São Pedro, em Cariacica, para se despedir e prestar às últimas homenagens a médica Jaqueline Colodetti, 50. O corpo dela chegou às 11h04 e o velório foi reservado aos parentes, que em tom emocionado, agradeceram a todos que ajudaram nas buscas pela cardiologista. O sepultamento aconteceu às 11h57.

O corpo de Jaqueline foi encontrado na noite do dia 15, no Rio Jucu, numa região entre Marechal Floriano e Domingos Martins. O DML confirmou que se tratava da médica no fim da tarde da última segunda (16), duas semanas após a médica desaparecer.

Foto: Reprodução / Facebook
Jaqueline desapareceu no dia 03 de abril – Foto: Reprodução / Facebook

A sobrinha de Jaqueline, Elizabetta Colodetti, disse que a família não fez o reconhecimento do corpo. A identificação foi feita pela arcada dentária (a médica usava aparelho) e pelas características físicas da médica. Segundo ela, o Corpo de Bombeiros entrou em contato com a família, que aguardou a perícia durante toda a segunda-feira.

“No fim da tarde foi confirmado que era ela. Tínhamos muito esperança em encontrá-la viva, mas infelizmente as buscas não tiveram o resultado que nós esperávamos. Agradecemos imensamente a todas as pessoas Jaque ligaram, fizeram contato e compartilharam a foto dela. Também agradecemos a toda imprensa pelo trabalho feito. Foi muito importante para a família”.

Elizabetta disse que para a família, Jaqueline teve um surto de estresse. Ela estava muito triste pela morte de um irmão, ocorrida há pouco tempo. Mesmo assim, eles não acreditavam que algo de pior pudesse acontecer.  “Minha tia era uma pessoa muito boa, que vivia a dor da família, amigos e pacientes. Acreditamos que todas essas pressões do dia a dia foram muito pesadas, que ela realmente teve um surto, saiu caminhando pela BR, e acabou acontecendo tudo isso”.

A empresária Sônia Mariani era amiga de Jaqueline desde a infância. Ela definiu a médica como uma pessoa muito responsável, que vivia para os filhos e família. “Convivíamos muito! Passávamos férias juntas. Ela era uma pessoa comum, que tinha afazeres, rotina e trabalho. Tanto que atendeu os pacientes em Santa Leopoldina, no dia do ocorrido. Estava triste, mas não comentou nada nos últimos dias. A vida nos leva a ficar triste em alguns momentos, mas ela não dava sinais de nada”.

A família de Jaqueline Colodetti informou que aguarda o laudo do Departamento Médico Legal (DML) de Vitória, que vai apontar as causas da morte. Eles ainda não sabem o prazo de divulgação.

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