O pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, Geraldo Alckmin, defendeu nesta quinta-feira, 7, uma reforma tributária que promova a taxação dos mais ricos e diminua “a carga tributária injusta e alta” do Brasil. “O Brasil ficou parado por causa da carga tributária alta e injusta. O pobre paga muito mais imposto que o rico”, disse o tucano em Salvador.

Em visita à capital baiana, o presidenciável proferiu palestra na Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde chegou acompanhado do deputado federal João Gualberto, presidente estadual do PSDB – que chegou a cogitar candidatura ao governo do Estado, mas, após uma negociação que envolveu o próprio Alckmin, declinou para apoiar o pré-candidato do DEM, José Ronaldo – e do prefeito em exercício de Salvador, Bruno Reis.

À noite, Alckmin deve participar de uma cerimônia na Assembleia Legislativa, onde recebe o título de cidadão baiano.

Na palestra, o tucano focou a maior parte da sua fala na questão tributária e defendeu uma reforma progressiva do sistema tributário. “O Brasil é um dos países mais injustos do mundo. Isso aqui é o paraíso dos milionários e dos privilegiados”, disse.

Alckmin também citou a paralisação dos caminhoneiros, que entraram em greve por 10 dias reivindicando a diminuição do preço do combustível. “Essa revolta dos caminhoneiros não foi pelos 46 centavos do diesel, foi um basta da população”, afirmou.

Alckmin também criticou os gastos públicos do governo federal e afirmou que “o Brasil é um mar de obras paradas”. “Deve-se R$ 4,7 trilhões e o governo ainda gasta R$ 130 bilhões por ano sem ter dinheiro. Ou muda isso ou não vai ter crescimento econômico”, disse o presidenciável, defendendo “uma agenda de competitividade e abertura comercial” para o País.

Yuri Silva, especial para AE
Estadao Conteudo
Copyright © 2018 Estadão Conteúdo. Todos os direitos reservados.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *