pedofiloUm bancário de 52 anos foi preso às 6h desta sexta-feira (4) em casa, no bairro Jardim da Penha, Vitória, acusado de estuprar três meninos com idades de 9 a 11 anos. Segundo a polícia, Antônio Cesar Barbosa Pinto se habilitou ao programa de adoção e apadrinhamento afetivo de um abrigo na Serra em 2014, para acolher e cuidar das crianças em situação vulnerável. Mas durante a convivência, abusava delas.

O titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Lorenzo Pazolini, explicou que o programa permite ao candidato levar as crianças para casa por um fim de semana. O bancário mobiliou um quarto, comprou videogame e até presenteava os menores. Sabe-se que ele levou outros menores ao apartamento em três anos, que também podem ter sido vítimas. Um deles fugiu do abrigo e está sendo procurada para ser ouvida.

“É uma casa muito bem montada, em um bairro de classe média alta, com toda a estrutura e condição. Ele era servidor de uma instituição bancária a mais de 30 anos. Seria alguém acima de qualquer suspeita. Ele tem desvio de caráter e de comportamento. É um criminoso que se travestiu de bem para iludir e sobretudo abusar de crianças aqui na Grande Vitória”.

Ainda segundo ele, a primeira denúncia chegou a DPCA em 17 de julho. Durante o banho supervisionado no abrigo, uma vítimas, de 9 anos, se queixou de dores para a funcionária e relatou o que havia acontecido. Ele e as outras duas vítimas foram ouvidas de formas distintas, e relatam a mesma história: foram masturbadas e a abusadas pelo bancário durante as visitas do apadrinhamento.

“São crianças que já passam por um histórico de violação de direitos e abandono, sofrem desde o nascimento. A partir da habilitação, passaram a ter direito de conviver com eles, que era padrinho afetivo. Ele pegava, levava a residência nos fins de semana (e alguns dias da semana), feriados, aniversário deles. Também iam ao shopping, cinema, e elas eventualmente dormiam lá. Nesse momento, ele abusava delas quando estavam sozinhos no interior do apartamento”.

Disse ainda que o foi encontrado material pornográfico com crianças no celular e notebook acusado, que não demonstrou reação ou mesmo questionou o mandado de prisão. Em depoimento, o bancário disse que participa do programa há cinco anos, escolhia ou era escolhido pelas crianças para passar quase todos os fins de semana ou datas comemorativas com ele. Relatou também que fazia questão de dar banho nelas, sentia prazer ao tocá-las e que as vezes os via trocar de roupa.

“Ele confessou os abusos e contou com riqueza de detalhes como fazia em uma sequência de atos libidinosos. Descreveu que efetivamente sentia prazer em praticar esse crime. Mas sobretudo em atingir crianças absolutamente indefesas, que sofreram a vida toda e tinham um pingo de esperança que ele roubou delas”.

Ainda segundo a investigação, as crianças voltavam para a instituição mais agressivas. Com os depoimentos, relatórios de acompanhamento e laudos do Departamento Médico Legal (DML) de Vitória, a autoria do crime ficou clara. “O modo de atuação dele é muito similar: se habilita, leva para casa e a partir daí abusa das crianças. Tudo indica que há novas vítimas, razão pela qual seguiremos com a investigação”, disse Pazolini

O acusado vai responder por estupro de vulnerável. Ele foi encaminhado a penitenciária Estadual de Vila Velha (PEVV 5).

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