Quatro em cada dez brasileiros têm interesse em morar fora do país. É o que aponta um levantamento do Observatório Febraban, divulgado em dezembro de 2025. Entre os mais jovens, o percentual é ainda maior: chega a 50% na Geração Y e a 44% na Geração Z.
A pesquisa foi realizada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) e ouviu 3 mil pessoas em todas as regiões do Brasil.
O interesse acompanha o crescimento da comunidade brasileira no exterior. Estimativas do Ministério das Relações Exteriores indicam que aproximadamente 5,3 milhões de brasileiros viviam fora do país em 2025. Estados Unidos, Portugal, Paraguai e Japão estão entre os principais destinos.
A mudança para outro país, porém, exige planejamento que vai além da escolha do destino. Questões como obtenção de visto, autorização para trabalhar, reconhecimento de diplomas, custo de vida e acesso a serviços públicos precisam ser consideradas antes da viagem.
Segundo a advogada internacionalista e especialista em mobilidade global Ana Carolina Vieira de Freitas, a decisão de emigrar costuma envolver a busca por oportunidades profissionais, qualidade de vida, segurança, educação e estabilidade financeira.
A especialista alerta que entrar em um país como turista não significa ter autorização para trabalhar ou estabelecer residência permanente. As regras para mudança de situação migratória variam de acordo com a legislação de cada destino.
Por isso, a orientação é verificar previamente qual categoria de visto corresponde ao perfil do interessado, quais documentos serão necessários e os prazos para regularização.
Além das pessoas que planejam mudar de país, a mobilidade internacional também envolve empresas que contratam profissionais estrangeiros, transferem funcionários ou pretendem expandir suas atividades para outros mercados.
Nesses casos, o planejamento migratório também precisa considerar as exigências legais para transferência de trabalhadores, regularização de documentos e funcionamento das operações no exterior.
Para Ana Carolina, a preparação antecipada ajuda a identificar possíveis obstáculos e reduz os riscos de problemas documentais durante o processo de mudança.










