Um dos maiores símbolos da cultura capixaba poderá ganhar ainda mais visibilidade nos próximos anos. Tramita na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) um projeto de lei que propõe a criação da Rota da Panela de Barro, iniciativa voltada à valorização da tradição artesanal e ao fortalecimento do turismo cultural no estado.
A proposta prevê a implantação de um roteiro turístico permanente que reúna municípios, comunidades tradicionais, associações e espaços ligados à produção da panela de barro — peça considerada um dos principais patrimônios culturais capixabas e elemento indispensável em receitas típicas, como a moqueca.
Inicialmente, a rota deverá contemplar municípios como Vitória, com destaque para o tradicional bairro de Goiabeiras e a Associação das Paneleiras, além de Vila Velha, Cariacica, Serra e Guarapari. O texto também permite a inclusão de novas cidades que mantenham vínculos com a produção artesanal e a preservação dessa tradição.

Segundo o deputado estadual Zé Preto (Podemos), autor da proposta, a iniciativa vai além da criação de um roteiro turístico. O objetivo é fortalecer uma atividade transmitida entre gerações, valorizar o trabalho das paneleiras e ampliar a visibilidade da produção artesanal capixaba, atraindo visitantes interessados em conhecer a história e os processos de fabricação das tradicionais panelas de barro.

O modo de fazer a panela de barro é reconhecido como patrimônio cultural brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), reforçando sua importância para a identidade cultural do Espírito Santo.
A expectativa é que a criação da rota contribua para a geração de renda nas comunidades tradicionais, fortaleça pequenos negócios ligados ao artesanato e à gastronomia e estimule o desenvolvimento sustentável das regiões participantes.
Caso seja aprovado, o roteiro passará a integrar oficialmente o conjunto de rotas turísticas do Espírito Santo e será reconhecido como iniciativa de relevante interesse cultural, gastronômico e turístico para o estado.
Antes de seguir para votação em Plenário, o projeto ainda deverá passar pela análise das comissões de Justiça, Turismo e Finanças da Assembleia Legislativa.









