A engenharia civil está entre as profissões que devem sofrer menor impacto da inteligência artificial generativa no Brasil até 2032. Segundo estudo da empresa de educação Pearson, a tecnologia poderá afetar cerca de 3% do tempo dedicado atualmente às tarefas dessa ocupação.
O percentual não significa que 3% dos engenheiros perderão o emprego. A pesquisa considera a parcela da jornada de trabalho formada por atividades que poderão ser automatizadas ou auxiliadas pela IA.
Intitulado “Skills Outlook: Gen AI Proof Jobs”, o levantamento analisou mais de 5 mil ocupações no Brasil, nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Índia e na Austrália. As projeções indicam que funções administrativas e repetitivas estarão mais expostas à tecnologia, enquanto trabalhos ligados à matemática, à criatividade, à comunicação, à liderança e a atividades manuais tendem a sofrer menos alterações.
A Pearson ressalta que os resultados consideram as funções como são exercidas atualmente. Portanto, as projeções podem mudar à medida que as profissões e as próprias ferramentas de inteligência artificial evoluírem.
Para o engenheiro Alexandre de Souza, diretor da Projelet, a tecnologia pode auxiliar na análise de dados e na identificação de padrões, mas decisões relacionadas à segurança e à execução de obras ainda dependem da avaliação humana.
“A IA pode ajudar nas tarefas, mas a responsabilidade final e a tomada de decisões rápidas são do engenheiro civil. Ele é essencial para supervisionar a obra, garantir a segurança, resolver problemas técnicos e coordenar equipes”, afirmou.










