As forças de segurança deram um verdadeiro “sacode” – significado do nome da operação iniciada – na manhã desta quarta-feira (14) na Grande São Pedro, em Vitória. A Operação Intifada começou por volta das 5h e até meio-dia foram cumpridos 27 entre os mais de 100 mandados de prisão em processos sigilosos. Além disso, também foram realizadas apreensões de grande quantidade de drogas e outros materiais.
O chefe da DHPP de Vitória, delegado Ramiro Diniz disse que a investigação segue em segredo de justiça e por isso detalhes sobre os presos não foram divulgados. “Temos também mandados expedidos para lideranças do tráfico que não se encontram no Estado, que podem estar escondidos no Rio de Janeiro”. A maioria deles já passou por exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal de Vitória e em seguida encaminhados para presídio.
Mais de duzentos policiais estão envolvidos na ação, que não foi encerrada pela manhã. Segundo Diniz, as prisões foram de pessoas responsáveis por ataques no Estado. “Nós temos uma população hoje de vítimas”. Entre as detenções, olheiros, soldados, contadores, e outros membros de facções envolvidos em tráfico de drogas e homicídios.
O delegado-geral adjunto, Fabricio Dutra, destacou que Intifada é uma operação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, da Delegacia de Homicídios de Vitória, com apoio do NOTAER, da Polícia Penal, na Grande São Pedro. “Nessa região, hoje, todos os policiais estão cumprindo esses mandados em busca de traficantes, homicidas e membros de organização criminosa”, destacou. O alvo central das ordens judiciais são integrantes do Primeiro Comando de Vitória (PCV).










