O funcionário de um bar em Vila Velha, na Grande Vitória, é apontado pela Polícia Civil como autor do assassinato da própria patroa, Idalete Pereira Figueiredo. O homem, identificado como Sérgio Silva Soares, de 34 anos, foi preso no dia 19 de outubro, em Belo Horizonte, Minas Gerais, após passar meses foragido.
O crime aconteceu em 7 de junho deste ano, no Bar da Loira, no bairro Itapuã. De acordo com a investigação, o assassinato foi premeditado: depois de fechar o bar com a vítima, Sérgio teria desligado o sistema interno de câmeras e matado Idalete a facadas.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito também roubou dinheiro, um celular e outros pertences da vítima antes de fugir.
Suspeito desligou câmeras antes do assassinato
Imagens divulgadas pela polícia mostram Idalete e Sérgio fechando o bar após uma noite de trabalho. Depois disso, conforme a investigação, o funcionário desligou as câmeras internas e assassinou a patroa.
Câmeras instaladas do outro lado da rua registraram o momento em que ele saiu do estabelecimento, por volta das 2h da madrugada. Em seguida, fugiu.
O corpo de Idalete só foi encontrado no dia seguinte. Uma funcionária estranhou não ter conseguido contato com a patroa durante o dia e decidiu ir até o bar, que ficava anexo à casa da vítima.
Ao chegar, percebeu que a porta do estabelecimento não estava completamente fechada. Com a ajuda de um amigo, entrou no local e encontrou a porta da casa de Idalete entreaberta. Lá dentro, a mulher estava caída no chão, coberta de sangue.
A polícia foi acionada e iniciou as investigações.
Calça com sangue ajudou a esclarecer o crime
Durante as buscas, os policiais foram até a casa onde Sérgio morava, mas não o encontraram. No imóvel, porém, localizaram a calça que ele usava no dia do assassinato, conforme as imagens das câmeras de segurança.
A roupa tinha marcas de sangue. Exames identificaram material genético de Idalete no tecido, um dos elementos reunidos pela polícia para apontar o funcionário como autor do crime.
As investigações também revelaram que Sérgio estaria ligado ao tráfico de drogas. Segundo a polícia, o celular dele havia sido retido em um ponto de venda de drogas porque ele devia dinheiro a traficantes.
O funcionário chegou a pedir à patroa que antecipasse o pagamento pelo trabalho para que pudesse recuperar o aparelho, mas teve o pedido negado.
Testemunhas relataram que, no dia do crime, Sérgio estava nervoso, demonstrava preocupação e tratava as pessoas de forma ríspida. Ao ser questionado por um colega sobre o que estava acontecendo, teria dito que estava chateado por estar sem celular.
Apesar disso, segundo os relatos reunidos pela investigação, não havia histórico de discussões entre ele e Idalete. Sérgio trabalhava como freelancer no bar e, de acordo com a polícia, tinha a confiança da proprietária.
Suspeito foi localizado em bar de Belo Horizonte
Após identificar o suspeito, a Polícia Civil continuou as buscas ao longo dos meses. Com o auxílio de recursos tecnológicos, os investigadores conseguiram acompanhar os deslocamentos dele, que passou pela Bahia antes de seguir para Minas Gerais.
Com o apoio da polícia mineira, Sérgio foi localizado trabalhando em um bar de Belo Horizonte. Ele foi preso no próprio local de trabalho, no dia 19 de outubro, e não reagiu à abordagem.
De acordo com a polícia, o suspeito permanece preso em Minas Gerais.










