A Polícia Civil do Espírito Santo revelou, nesta quinta-feira (15), novos detalhes sobre o assassinato de Juliana Paulo Pinto, de 29 anos, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do estado. Grávida de aproximadamente quatro meses, ela foi morta pelo ex-marido, Diego Marques Alves, de 31 anos, segundo as investigações. Depois do crime, o corpo foi esquartejado e queimado.
A atual noiva do suspeito, Geovana Maria Vieira, de 24 anos, também é investigada por suspeita de participação na ocultação do cadáver. Os dois foram presos em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver.
De acordo com a Polícia Civil, Diego confessou o assassinato e alegou que agiu por causa de desentendimentos com a ex-companheira e de questões judiciais envolvendo os dois, entre elas medidas protetivas.
As investigações apontam que Juliana teria sido atraída para uma emboscada e que o suspeito sabia da gravidez da vítima.
Vítima teria sido atraída com promessa de reconciliação
Segundo a polícia, no dia do crime, Diego foi até a casa de Juliana para conversar. Ela chegou a levar o filho do casal, mas o ex-marido a convenceu a voltar sozinha, sob o argumento de que os dois poderiam tentar uma reconciliação.
Juliana aceitou o convite e foi até a casa dele. No local, conforme a investigação, o homem a atacou com um golpe conhecido como mata-leão e, em seguida, deu uma facada no pescoço da vítima. Depois do assassinato, ele levou o corpo para o banheiro da residência, onde o esquartejou.

Corpo foi transportado em Fusca branco
Imagens de câmeras de videomonitoramento ajudaram a polícia a reconstruir parte do trajeto feito após o crime. Por volta das 5h, um Fusca branco foi registrado passando por um posto de combustíveis. Segundo a investigação, Diego dirigia o veículo, que também transportava Geovana e o corpo esquartejado de Juliana.
Após passar pelo posto, o casal seguiu para a região de Monte Líbano, onde o corpo foi incendiado.

Noiva teria tentado criar álibi
A investigação também aponta que Geovana teria tentado construir um álibi para afastar suspeitas sobre sua participação no caso. Segundo a polícia, ela enviou mensagens e fotos a uma amiga para sustentar que estava em casa no horário do crime. Nas conversas, teria afirmado que passava mal e enfrentava uma crise de ansiedade.
A possível participação da mulher na ocultação do cadáver ainda segue sob investigação.

Juliana tinha medida protetiva contra o ex
Segundo a polícia, Juliana conseguiu uma medida protetiva contra Diego e, meses depois, também pediu uma medida protetiva de urgência em favor do filho do casal.
Os dois suspeitos foram autuados em flagrante por ocultação de cadáver e encaminhados ao sistema prisional.
A Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão temporária de ambos no curso das investigações sobre suspeita de feminicídio e aborto sem consentimento. Até a divulgação das informações, os pedidos aguardavam análise judicial.










