Um homem suspeito de cometer violência sexual e ameaçar a própria enteada, uma criança de 11 anos, foi preso na última sexta-feira (28) em uma obra onde trabalhava como servente de pedreiro, em Vitória. O crime aconteceu na Serra e os detalhes da investigação foram divulgados pela Polícia Civil nesta quinta-feira (3).
A denúncia chegou à polícia após a menina acionar os tios, pelo celular, e contar o que estaria acontecendo. Prints divulgados pela Polícia Civil mostram mensagens em que a criança desabafa com os familiares e relata que era importunada pelo padrasto. Segundo a menina, ele também teria tirado sua virgindade.

Diante dos relatos, os tios acolheram a criança e a retiraram de casa enquanto o suspeito havia saído para trabalhar. Em seguida, eles procuraram a polícia e denunciaram o caso.
Segundo a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a menina já havia sido vítima de violência sexual praticada pelo mesmo homem em 2020, quando tinha apenas 5 anos. Na época, o caso foi denunciado e o padrasto chegou a ser indiciado.
Ainda de acordo com a investigação, a mãe da criança tinha conhecimento te toda situação. Mesmo assim, optou por manter o relacionamento e a moradia com o homem, deixando a filha novamente exposta ao suspeito.
Segundo a polícia, o homem vivia com a mulher, a vítima e os outros filhos do caso em uma kitnet de apenas dois cômodos.
Abusos teriam sido repetidos
De acordo com o relato da vítima, os abusos teriam acontecido de forma reiterada e acompanhados de graves ameaças de morte. O último episódio de violência sexual teria ocorrido na noite anterior ao registro da denúncia na delegacia.
Suspeito negou os crimes
Depois da denúncia feita pelos tios, policiais iniciaram diligências para localizar o suspeito. Ele foi encontrado trabalhando em uma obra, em Vitória, e preso na última sexta-feira (28). Durante o interrogatório, o homem negou as acusações.
A mãe da menina também negou ter conhecimento dos abusos e afirmou à polícia que só teria tomado conhecimento dos fatos agora. Porém, segundo a Polícia Civil, a versão dela foi confrontada pelos registros dos processos anteriores, já que ela mesmo havia registrado o primeiro boletim de ocorrência contra o companheiro em 2020, quando a filha ainda tinha 5 anos.
Com isso, ela foi indiciada por omissão por, segundo a investigação, ter conhecimento da violência e não ter adotado as medidas necessárias para proteger a filha.
O homem foi encaminhado ao presídio e a vítima foi deixada aos cuidados dos tios.










