Vitória está entre capitais em alerta para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave

Vitória está entre as capitais brasileiras que registram nível de atividade de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) classificado nas faixas de alerta, risco ou alto risco, segundo o novo boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O cenário ocorre em meio ao aumento de casos da síndrome entre crianças e adolescentes no país.

O Espírito Santo aparece no levantamento em um momento de atenção para as doenças respiratórias. A análise considera os registros de SRAG nas últimas duas semanas e a tendência observada nas últimas seis semanas, permitindo identificar tanto a situação atual quanto possíveis movimentos de crescimento ou queda da doença.

De acordo com a Fiocruz, o aumento de casos de SRAG entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos tem sido observado em diferentes regiões do país. Nessa faixa etária, o rinovírus aparece como o principal vírus associado aos casos.

Cenário entre crianças

O boletim aponta um leve sinal de crescimento da incidência de SRAG entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. A maior parte dos casos associados a vírus nessa faixa etária está relacionada ao rinovírus, responsável por grande parte das infecções respiratórias comuns.

Entre crianças menores de dois anos, o vírus sincicial respiratório (VSR) continua sendo um dos principais agentes associados às hospitalizações por problemas respiratórios.

Apesar de muitas infecções causadas por esses vírus apresentarem sintomas leves, alguns pacientes podem evoluir para quadros mais graves e necessitar de atendimento hospitalar.

O que é a SRAG

A Síndrome Respiratória Aguda Grave é uma complicação de infecções respiratórias que pode provocar sintomas como falta de ar, dificuldade para respirar e queda na oxigenação, podendo exigir hospitalização.

O acompanhamento feito pelo InfoGripe utiliza dados de casos de SRAG registrados no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe), permitindo acompanhar a circulação de vírus respiratórios e identificar mudanças no cenário epidemiológico.

Prevenção

A Fiocruz reforça a importância das medidas de prevenção contra as infecções respiratórias, especialmente para pessoas mais vulneráveis. Entre as recomendações estão manter os ambientes ventilados, higienizar as mãos frequentemente e evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas respiratórios.

Quem estiver com sintomas também deve evitar locais de aglomeração e, quando não for possível manter o distanciamento, considerar o uso de máscara em ambientes fechados.

A vacinação continua sendo uma das principais estratégias para reduzir o risco de evolução para formas graves das infecções respiratórias, especialmente entre os grupos indicados para imunização.

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