A Polícia Federal (PF) fechou mais uma empresa clandestina que atuou na segurança de festa no Espírito Santo. Desta vez o caso envolve 26ª Expo Aracruz, no Norte do Espírito Santo.
Trata-se da Operação “Segurança em Foco III”, feita dia 7 de agosto. Segundo a PF, a empresa vinha prestando o serviço de segurança privada no camarote do evento (arrendado para empresa privada), com 30 vigilantes irregulares, mas não tinha autorização da Polícia Federal.
A Polícia Federal tem intensificado o combate às empresas clandestinas no Estado do Espírito Santo, o que já resultou no encerramento de 45 empresas não autorizadas no ano de 2024 e mais 18 empesas clandestinas neste ano.
No dia 4 de agosto, por exemplo, foi fechada uma empresa clandestina contratada para trabalhar na Festa do Morango, em Domingos Martins, região Serrana do Espírito Santo.
“A contratação de serviços clandestinos de segurança privada coloca em risco a integridade física de pessoas e o patrimônio dos contratantes, já que os “seguranças” clandestinos não se submetem ao controle da Polícia Federal quanto aos seus antecedentes criminais, formação, aptidão física e psicológica. Além disso, as empresas clandestinas não observam os requisitos mínimos de funcionamento previstos na legislação. No Brasil, somente empresas de segurança privada autorizadas pela Polícia Federal podem prestar serviços e contratar vigilantes”, diz a PF.
A 26ª edição da Expo Aracruz 2025 aconteceu entre os dias 7 e 10 de agosto, no Parque de Exposições Rubens Pimentel.
Por nota, a Prefeitura de Aracruz informou que o camarote citado integrou o Edital de Chamamento Público para utilização de área na 26ª Expo Aracruz, na condição de permissionário de espaço público. “Tratava-se de empreendimento privado, plenamente ciente das obrigações estabelecidas no edital, entre elas a contratação de equipe de segurança privada não armada, brigadistas e demais requisitos necessários ao funcionamento regular”, disse.
Ainda em nota, a prefeitura afirmou que a gestão municipal não tinha conhecimento de qualquer irregularidade, uma vez que não foi notificada pela Polícia Federal, tampouco recebeu ciência por parte do camarote. “O auto de encerramento das atividades foi direcionado exclusivamente ao responsável pelo camarote, sem qualquer relação com a atuação da Prefeitura”, destacou.
“Cabe ressaltar que a participação da gestão municipal se limita ao suporte institucional, à organização do evento e à concessão de espaços públicos, sendo a execução de serviços específicos, como segurança privada não armada de responsabilidade exclusiva da empresa permissionária.
A Prefeitura reafirma seu compromisso com a legalidade, a segurança e o bem-estar da população, mantendo atuação colaborativa com os órgãos de fiscalização e segurança”, concluiu a nota.










