Risco de colapso: prédio com 16 apartamentos é interditado em VV

Moradores de um prédio no bairro Jardim do Vale, em Vila Velha, precisaram deixar os apartamentos onde vivem após o avanço de rachaduras na estrutura do edifício. No último sábado (10), a Defesa Civil interditou os 16 apartamentos do bloco diante do risco de colapso.

Os primeiros sinais de que havia problemas na estrutura foram percebidos pelos moradores há cerca de cinco meses. Desde então, as rachaduras avançaram para outras unidades e se espalharam pela fachada do prédio.

Em setembro, os apartamentos do primeiro andar já precisaram ser escorados, e os moradores dessas unidades tiveram que sair dos imóveis. Com o agravamento da situação, a interdição foi ampliada para todo o bloco.

Após a notificação da Defesa Civil, os moradores tiveram que retirar seus pertences às pressas. Agora, eles aguardam uma avaliação técnica para saber quais medidas serão necessárias para recuperar a estrutura e quando poderão voltar para casa.

Laudo deve ficar pronto em até 20 dias

Uma empresa foi contratada pelo condomínio para elaborar um laudo que avalie as condições de segurança e a estabilidade do prédio. O documento deve ficar pronto em até 20 dias.

A contratação de uma empresa para executar as obras, vai depender da conclusão dessa etapa. Somente depois da avaliação será possível definir as intervenções necessárias e dar início aos reparos.

Uma vistoria realizada anteriormente por uma engenheira contratada pelo próprio condomínio já identificou diversos problemas na estrutura do edifício.

Condomínio foi entregue em 2006

O condomínio integra o Programa de Arrendamento Residencial (PAR), da Caixa Econômica Federal, e foi entregue em 2006. Diante dos problemas identificados, a administração do condomínio informou que pretende entrar com uma ação judicial contra o banco.

Em nota, a Caixa informou que acompanha a situação do Condomínio Residencial Praia da Sereia, em Vila Velha, empreendimento construído com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), no âmbito do PAR.

Segundo o banco, em junho de 2026, após ser comunicado pela administração do condomínio sobre fissuras no Bloco F, foram prestados esclarecimentos considerando as características do empreendimento, a situação contratual das unidades e o prazo de garantia da obra.

A instituição afirmou ainda que, em casos que envolvam possível risco à segurança ou interdição, a avaliação inicial cabe à Defesa Civil.

A Caixa informou que aguarda o laudo de interdição emitido pelo órgão para realizar uma análise técnica de engenharia e avaliar possíveis intervenções no empreendimento, dentro de suas atribuições legais e contratuais.

Você por dentro

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.

Escolha onde deseja receber nossas notícias em primeira mão e fique por dentro de tudo que está acontecendo!

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais Lidas

Notícias Relacionadas