O Espírito Santo confirmou 17 casos de mpox em 2026, segundo o boletim mais recente da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), divulgado nesta quinta-feira (5). As confirmações foram registradas em sete municípios capixabas: Cariacica, Colatina, Cachoeiro de Itapemirim, Linhares, Serra, Vila Velha e Vitória.
Diante da circulação do vírus, a vigilância da doença e a disponibilidade de vacinas continuam entre as medidas de prevenção. Nesta semana, o Ministério da Saúde autorizou a aquisição de até 20 mil doses do imunizante para reforçar o estoque estratégico do Sistema Único de Saúde (SUS).
Em todo o Brasil, foram confirmados 665 casos da doença em 2026.
Ministério da Saúde autoriza compra de 20 mil doses
A autorização para a compra das vacinas foi alinhada em reunião realizada na quarta-feira (4). A aquisição será feita por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em parceria com a entidade.
Segundo o Ministério da Saúde, a medida tem caráter preventivo e busca recompor os estoques de imunizantes, além de garantir que o SUS tenha condições de responder às necessidades identificadas no monitoramento epidemiológico.
A quantidade de doses a ser adquirida poderá chegar a 20 mil, conforme a demanda e as necessidades das ações de prevenção e controle da doença.
Em nota, o ministério destacou que a compra é uma medida estratégica diante da ocorrência de novos casos e da necessidade de manter a capacidade de resposta do sistema de saúde.
Quem pode tomar a vacina contra a mpox?
Atualmente, a estratégia nacional de vacinação prioriza pessoas que vivem com HIV/Aids e apresentam contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células por milímetro cúbico, grupo com maior risco de desenvolver formas graves da doença.
Para esse público, o esquema prevê duas doses, com intervalo de 28 dias entre as aplicações. A orientação é procurar os Centros de Referência onde já realiza acompanhamento para fazer o cadastro e receber informações sobre o agendamento.
Também podem receber doses remanescentes:
Pessoas vivendo com HIV/Aids com CD4 inferior a 200 células/mm³;
Usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP);
Profissionais de laboratório que manipulam amostras de mpox.
A vacinação também pode ser indicada após a exposição ao vírus. Nesses casos, a aplicação é recomendada preferencialmente nos primeiros quatro dias depois do contato com uma pessoa suspeita ou confirmada. A vacina ainda pode ser administrada em até 14 dias, embora a capacidade de evitar a infecção seja menor nesse intervalo. Mesmo assim, pode contribuir para reduzir o risco de evolução para formas graves.
Quais são os sintomas da mpox?
A mpox é uma doença causada por vírus e pode provocar lesões ou erupções na pele, febre e aumento dos linfonodos, popularmente conhecidos como ínguas.
Pessoas que apresentarem sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Durante o atendimento, os profissionais investigam possíveis situações de exposição e, quando necessário, realizam a coleta de amostras para confirmar o diagnóstico.
Quem teve contato próximo com alguém com suspeita ou confirmação da doença também deve buscar orientação médica. A recomendação é acompanhar o surgimento de sintomas, principalmente lesões na pele, febre e aumento dos linfonodos.
Importante: a compra autorizada pelo Ministério da Saúde não significa que as novas doses já estejam disponíveis para aplicação no Espírito Santo. A distribuição e a estratégia de vacinação dependem das necessidades identificadas pelo sistema de saúde.
A reportagem de ESHOJE questionou a Secretaria de Estado da Saúde sobre como está a cobertura vacinal contra a mpox no Espírito Santo e quantas pessoas já foram imunizadas. Até a publicação desta matéria, não houve retorno. O texto será atualizado caso a pasta envie as informações.










