O Espírito Santo está entre os estados da Região Sudeste em que foi verificado um incremento das ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associadas ao metapneumovírus. No entanto, o estado não está em nível de alerta nem apresenta sinal de crescimento sustentado da doença, segundo o novo Boletim InfoGripe divulgados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira (1º/10).
O alerta e os níveis mais altos de risco no país concentram-se no Rio de Janeiro e em Sergipe, impulsionados pelo avanço do metapneumovírus e do rinovírus principalmente em crianças de até 4 anos.
O Espírito Santo está entre os estados da Região Sudeste que registram tendência de aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo metapneumovírus. A informação consta no novo Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira (1º/10), com dados referentes à Semana Epidemiológica 38 (de 20 a 26 de setembro).
Apesar do alerta para a circulação do metapneumovírus em solo capixaba e em vizinhos do Sudeste (Rio de Janeiro e São Paulo), o Espírito Santo não figura na lista de estados com sinal de crescimento geral sustentado da doença ou que atingiram níveis críticos de risco na média das últimas semanas.
O cenário mais preocupante no país no momento concentra-se no Rio de Janeiro e em Sergipe, impulsionado pelo avanço do metapneumovírus e do rinovírus especialmente entre crianças de até 4 anos.
Panorama nacional
Em âmbito nacional, o estudo da Fiocruz aponta que apenas o metapneumovírus e o Sars-CoV-2 (Covid-19) apresentam tendência de alta na incidência geral. No entanto, os registros de Covid-19 permanecem em níveis baixos na maior parte do país, com pequenos indícios de alta restritos ao Acre e a São Paulo.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas avaliadas, os vírus com maior prevalência entre os testes laboratoriais positivos em todo o Brasil foram:
Rinovírus: 52,4%
Vírus Sincicial Respiratório (VSR): 18,1%
Influenza B: 6,7%
Sars-CoV-2 (Covid-19): 4,0%
Influenza A: 3,2%
Ao todo, o Brasil já notificou 157.908 casos de SRAG em 2026. A orientação dos especialistas para o público capixaba é manter a atenção aos sintomas respiratórios graves — como febre alta, cansaço e dificuldade para respirar —, principalmente na população infantil e idosa, buscando atendimento médico quando necessário.










