Durante a campanha Setembro Amarelo, de conscientização e prevenção do suicídio, o psiquiatra José Luiz Leal, da Rede Meridional, em entrevista à Rádio ES Hoje, alertou para o aumento do adoecimento mental na sociedade e destacou a importância de reconhecer sinais de sofrimento e buscar ajuda.
Segundo o especialista, o período pós-pandemia trouxe impactos importantes para a saúde mental. “A gente vem assistindo uma coisa diferente do que está ocorrendo em outros países, que é um crescimento do adoecimento e, junto desse crescimento do adoecimento mental, um aumento na incidência do comportamento e da efetivação de suicídio”, afirmou.
O psiquiatra citou sinais de alerta que podem indicar sofrimento, como isolamento, perda de motivação e de interesse por atividades, além de sentimentos de desamparo, desespero e desesperança. “São alguns sinais, mas basicamente quando a pessoa começa a ter uma mudança bastante importante e evidente no seu funcionamento”, explicou.
José Luiz afirmou que falar diretamente sobre suicídio com alguém que apresenta sinais de sofrimento não aumenta o risco. Para ele, abrir espaço para o diálogo pode ajudar a pessoa a se sentir acolhida e buscar tratamento. “A pessoa quando vê a abertura, geralmente ela se permite falar mais, vê que do outro lado tem alguém ali que de fato está querendo saber como ela está, alguém que de fato está querendo acolher, está querendo ajudar”, disse.
Leal orientou que pessoas que identificam sofrimento persistente, prejuízos na rotina ou mudanças importantes no comportamento procurem ajuda profissional. O especialista reforçou que transtornos mentais devem ser tratados com a mesma seriedade que outras doenças. “Assim como adoece do corpo também, adoece da mente, da alma, e a gente precisa buscar os recursos que a gente tem hoje em dia, que são realmente essenciais, salvam muitas vidas”, concluiu.
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