Dia do Cardiologista: coração pode “envelhecer” antes, alerta especialista

O Dia do Cardiologista, celebrado nesta sexta-feira (14), reforça a importância da prevenção e do acompanhamento da saúde cardiovascular. Em entrevista à Rádio ES Hoje, o cardiologista Diogo Barreto, coordenador do Serviço de Cardiologia do Hospital Evangélico de Vila Velha, destacou os avanços da medicina e os cuidados necessários para reduzir o risco de doenças do coração.

Segundo o especialista, fatores como hipertensão, diabetes, colesterol alto, sedentarismo e obesidade podem fazer com que a chamada “idade do coração” seja superior à idade cronológica do paciente.

“Um paciente de trinta ou quarenta anos que tem fatores de risco, como hipertensão, diabetes, colesterol alto, principalmente o LDL, sedentarismo e obesidade, quando a gente avalia o risco cardiovascular e fala em idade do coração, esse mesmo paciente, que tem uma idade cronológica de quarenta anos, pode ter uma idade do coração como se tivesse sessenta, setenta anos”,

Alimentação e atividade física

Na entrevista, Diogo Barreto também alertou para o impacto dos alimentos ultraprocessados e do sedentarismo, inclusive entre crianças e adolescentes. De acordo com o cardiologista, a prática de atividade física deve fazer parte da rotina, respeitando as condições de cada pessoa e, em alguns casos, com avaliação médica antes do exercício.

O médico também chamou atenção para fatores associados ao aumento de casos de problemas cardiovasculares entre pessoas mais jovens, como obesidade, doenças crônicas e o uso indiscriminado de anabolizantes.

Avanços no tratamento cardíaco

O especialista destacou ainda que os avanços tecnológicos ampliaram as possibilidades de tratamento para pacientes com doenças cardiovasculares. Entre os recursos estão procedimentos menos invasivos, dispositivos de assistência ventricular e transplante cardíaco.

No Hospital Evangélico de Vila Velha, segundo ele, são realizadas cerca de 35 cirurgias cardíacas, 20 implantes de marca-passo e 80 angioplastias por mês. A unidade também atua como centro transplantador e realizou dois transplantes cardíacos em 2026, até o momento da entrevista.

Para o cardiologista, apesar dos avanços no tratamento, a prevenção continua sendo fundamental para reduzir o risco de doenças cardiovasculares.

“O que a gente sempre recomenda é a prevenção. Se caso tenha um diagnóstico de uma doença, temos diversos tipos de tratamento, que torna possível aumentar a sobrevida do paciente”, afirmou.

Ouça a entrevista completa:

Você por dentro

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.

Escolha onde deseja receber nossas notícias em primeira mão e fique por dentro de tudo que está acontecendo!

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais Lidas

Notícias Relacionadas