Feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente e dificuldade para engolir podem parecer problemas comuns, mas também podem ser sinais de câncer de cabeça e pescoço. A doença engloba tumores que atingem regiões como cavidade oral, língua, lábios, garganta, faringe, laringe, cavidade nasal, seios da face e glândulas salivares e, apesar de muitos casos serem preveníveis, ainda costuma ser diagnosticada em estágios avançados.
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil registra dezenas de milhares de novos casos de câncer de cavidade oral e de laringe todos os anos. O cenário reforça a importância da conscientização sobre os fatores de risco e do reconhecimento dos sintomas iniciais.
De acordo com o oncologista da Unimed Sul Capixaba, Rafael Calhau, um dos maiores desafios é fazer com que a população procure atendimento médico logo nos primeiros sinais da doença.
“Quanto mais cedo o diagnóstico é realizado, maiores são as possibilidades de tratamento com melhores resultados e menor impacto na qualidade de vida do paciente”, afirma.
Sintomas do câncer de cabeça e pescoço
O especialista alerta que alguns sintomas exigem avaliação médica, especialmente quando persistem por mais de duas semanas. Entre eles estão:
- Feridas na boca que não cicatrizam em até 15 dias;
- Rouquidão persistente;
- Dificuldade para engolir;
- Dor de garganta prolongada;
- Caroços no pescoço;
- Sangramentos sem causa aparente;
- Perda de peso sem explicação.
A identificação precoce pode aumentar significativamente as chances de sucesso no tratamento e reduzir a necessidade de intervenções mais agressivas.
Tabagismo e álcool são os principais fatores de risco
De acordo com o Inca e a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas continuam sendo os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de cabeça e pescoço, sobretudo quando associados.
Outros fatores também contribuem para o surgimento da doença, como a infecção pelo HPV — especialmente nos tumores da orofaringe —, a exposição prolongada ao sol sem proteção, que aumenta o risco de câncer de lábio, e a má higiene bucal.
Segundo Rafael Calhau, mudanças no estilo de vida são fundamentais para reduzir a incidência desses tumores.
“A prevenção ainda é a principal ferramenta para reduzir a incidência desses tumores. Quando associada ao diagnóstico precoce, ela faz diferença significativa nas chances de cura”, destaca.
Entre as recomendações estão abandonar o cigarro, reduzir ou evitar o consumo de álcool, manter uma boa higiene bucal, utilizar protetor labial com filtro solar durante atividades ao ar livre e manter a vacinação contra o HPV em dia, conforme as orientações das autoridades de saúde.
Tratamento depende do estágio da doença
O tratamento varia conforme o tipo de tumor, sua localização e o estágio em que é diagnosticado. As opções incluem cirurgia, radioterapia, quimioterapia, imunoterapia ou a combinação dessas abordagens.
Segundo as diretrizes do Inca, a definição do tratamento deve ser feita por uma equipe multiprofissional, levando em consideração as características clínicas de cada paciente. O acompanhamento integrado também é importante para preservar funções como fala, mastigação, deglutição e respiração, além de favorecer a recuperação física e emocional.
Na Unimed Sul Capixaba, os pacientes contam com atendimento especializado por meio da Unimed Oncologia, que reúne consultas, exames e procedimentos integrados ao Hospital Unimed, ao Centro de Especialidades Unimed (CEU), à Unimed Diagnóstico e ao Laboratório Unimed, permitindo acompanhamento multidisciplinar durante todas as etapas do tratamento.










