A dengue segue em alta no Espírito Santo e continua preocupando devido aos casos mais graves da doença. Atualmente, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) investiga seis mortes com suspeita de dengue hemorrágica, forma mais grave da infecção transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
Segundo a Sesa, a confirmação dos casos pode levar entre 60 e 90 dias. Além dos exames laboratoriais, a investigação inclui a análise de prontuários, documentos médicos, entrevistas com familiares e avaliação do histórico clínico de cada paciente.
Um dos casos investigados é o da dentista Lorena Nascimento Cardoso, de 29 anos. Moradora de Jacaraípe, na Serra, ela morreu no dia 30 de junho após apresentar complicações provocadas pela forma grave da doença.

Casos confirmados
De acordo com o boletim epidemiológico mais recente da Sesa, o Espírito Santo já confirmou quatro mortes por dengue neste ano. Os óbitos foram registrados em Vitória, Baixo Guandu, Jerônimo Monteiro e Nova Venécia. Outros casos seguem em investigação.
O Estado também já contabiliza mais de 12 mil casos prováveis de dengue desde o início de 2026, reforçando a importância dos cuidados para evitar a proliferação do mosquito.
Prevenção é o melhor remédio
A principal forma de prevenção é eliminar locais que acumulam água parada, onde o Aedes aegypti se reproduz. Também é recomendado manter caixas d’água fechadas, limpar calhas, guardar garrafas com a boca para baixo e usar repelente, principalmente durante o dia, quando o mosquito costuma ser mais ativo.
Quem apresentar sintomas como febre alta, dores no corpo, dor atrás dos olhos, manchas na pele ou sinais de agravamento, como dor abdominal intensa e sangramentos, deve procurar atendimento médico imediatamente.










