Dietas da moda funcionam mesmo? Médica explica o que é mito e o que pode fazer mal

Jejum intermitente, low carb e detox continuam entre as dietas mais procuradas por quem quer emagrecer. Populares nas redes sociais, essas estratégias costumam ganhar força pelas promessas de resultado rápido, mas nem sempre são sinônimo de saúde.

Para Mariana Wogel, especialista em nutrologia e medicina integrativa, o principal erro é adotar métodos restritivos sem considerar as necessidades do corpo e a possibilidade de manter a estratégia no longo prazo.

“Nem toda dieta que gera perda de peso inicial representa um processo saudável. Muitas vezes, a pessoa até emagrece, mas perde energia, massa muscular e entra em um ciclo de restrição e efeito rebote”, afirma.

Veja abaixo o que é mito e o que é verdade sobre algumas das dietas mais conhecidas do momento.

Jejum intermitente acelera o metabolismo?

Depende.

O jejum intermitente pode ajudar algumas pessoas no controle do apetite e na organização alimentar. Em alguns casos, também pode favorecer a sensibilidade à insulina.

Mas a estratégia não serve para todo mundo. Longos períodos sem comer podem provocar irritabilidade, cansaço, compulsão e queda de rendimento.

 

Low carb emagrece mais rápido?

Depende.

A redução de carboidratos pode levar a uma perda de peso inicial. No entanto, isso não significa que o resultado será duradouro.

Além disso, cortes exagerados podem causar fadiga, ansiedade, irritabilidade, insônia e piora no desempenho físico. Segundo a especialista, o erro está em transformar o carboidrato em vilão.

 

Detox elimina toxinas do corpo?

Mito.

O corpo já tem mecanismos naturais para eliminar substâncias, com atuação de órgãos como fígado, rins e intestino.

Segundo Mariana, um suco ou uma dieta detox não eliminam toxinas de forma isolada nem produzem esse efeito quase imediato que costuma ser prometido nas redes. “O que uma alimentação equilibrada faz é dar mais suporte nutricional para que o fígado funcione melhor e tenha condições adequadas de exercer seu papel na eliminação de substâncias. Não existe solução mágica em forma de suco ou protocolo rápido”, diz.

Para a médica, o que realmente ajuda é um padrão alimentar mais equilibrado, com menos ultraprocessados e maior presença de alimentos naturais, fibras, hidratação e regularidade na rotina.

 

Comer de 3 em 3 horas ajuda a emagrecer?

Mito.

Não há uma regra única para todos os casos. O intervalo ideal entre refeições varia de acordo com a rotina, a fome e a adaptação de cada pessoa.

O mais importante, segundo a especialista, é evitar extremos e manter um padrão alimentar possível de sustentar.

 

Dietas restritivas fazem mal?

Podem fazer, sim.

Planos muito restritivos podem causar cansaço, queda de cabelo, perda de massa muscular, compulsão alimentar, irritabilidade e efeito sanfona.

“O emagrecimento saudável precisa preservar a saúde metabólica, a disposição e a qualidade de vida. Não basta perder peso; é preciso sustentar o resultado com equilíbrio”, afirma a médica.

 

Como reconhecer um plano alimentar saudável?

Segundo Mariana Wogel, alguns sinais ajudam a identificar uma estratégia mais segura:

equilíbrio entre proteínas, carboidratos e gorduras saudáveis;
maior presença de alimentos naturais;
menos radicalismo;
possibilidade de manter a rotina no longo prazo;
acompanhamento profissional.

“Constância e equilíbrio continuam sendo mais eficientes do que promessas rápidas e restrições extremas”, conclui.

 

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