Janeiro Branco: saiba diferenciar ansiedade e depressão

Menos encontro com amigos, atividades favoritas deixadas de lado, fadiga, irritabilidade e tristeza. Os sinais começam parecendo cansaço e desânimo, mas pode ser algo ainda mais sério. O Janeiro Branco é um momento especial para orientação sobre a saúde emocional e mental. Entre as doenças que acometem a população no sentido emocional e mental estão a ansiedade e depressão. 

Como forma de conscientização da importância do tema e lutar contra o preconceito ainda existente sobre doenças mentais, especialistas falam sobre crises de ansiedade e depressão.  

Ansiedade

A psicóloga Gisélia Freitas relata que a ansiedade é uma resposta natural do corpo a situações de estresse e pode ser considerada normal em certas circunstâncias. No entanto, quando essa ansiedade se torna constante e interfere nas atividades diárias, pode se transformar em transtorno de ansiedade generalizada (TAG).

“Os sintomas do TAG incluem preocupação excessiva, irritabilidade, dificuldade de concentração, fadiga e tensão muscular”, explicou.

Segundo a psicóloga, o tratamento muitas vezes envolve terapia cognitivo-comportamental, que ajuda os indivíduos a desenvolverem estratégias para lidar com suas preocupações. “Em alguns casos, o uso de medicamentos ansiolíticos pode ser indicado para auxiliar no controle dos sintomas”, pontuou.

Janeiro Branco: saiba diferenciar ansiedade e depressão
Gisélia Freitas, psicóloga – Foto: divulgação

A estudante Rebeca Costa conta que foi diagnosticada com ansiedade. “Tudo começou com a dificuldade de me concentrar nas tarefas simples, como arrumar a casa ou ler. Depois passou para falta de sono durante a madrugada e horários irregulares para dormir”, disse.

Quando percebeu que seu cotidiano estava sendo afetado, Rebeca decidiu procurar um médico. “Primeiro foi um clínico geral que me encaminhou para um especialista. A partir de então fui tratada com medicação e algo muito importante, atividade física que também ajudou muito”.

 

Depressão

Gisélia Freitas destaca que a depressão é observada de forma mais prevalente em pessoas mais velhas. “Estudos sugerem que fatores como o luto, a solidão e problemas de saúde física são comuns entre os idosos e podem contribuir para um quadro depressivo”, afirmou.

Entre os sintomas estão: tristeza persistente, perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas, alterações no sono e apetite e dificuldade em realizar tarefas cotidianas.

O tratamento da depressão, de acordo com a psicóloga, também é multifacetado, envolvendo terapia, apoio social e, quando necessário, o uso de antidepressivos. 

Gisélia ressalta que entender a diferença entre ansiedade e depressão auxilia no tratamento.

“A ansiedade e a depressão são condições que afetam a saúde mental de diferentes maneiras, com manifestações diversas e faixas etárias distintas. Enquanto a ansiedade tende a ser mais prevalente entre os jovens, a depressão apresenta uma relação mais complexa com a idade, frequentemente afetando os mais velhos de forma significativa. Reconhecer essas nuances é essencial para promover uma abordagem efetiva no tratamento e suporte aos indivíduos afetados”, reforçou.

 

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