500 transplantes de fígado após quase vinte anos da primeira cirurgia no ES

O Meridional Cariacica realizou sua 500ª cirurgia de transplante de fígado. Após 19 anos da realização da primeira cirurgia desse segmento, o hospital alcançou a marca ao concretizar o transplante de fígado de uma paciente de 12 anos, que nasceu com uma má formação congênita, atresia das vias biliares e que necessitava, com urgência, da operação.

De acordo com o coordenador do setor de transplantes hepáticos da rede, Gustavo Peixoto, a paciente tinha sido operada, em outro hospital, passando por um procedimento que é conhecido como Kasai, suficiente para mantê-la viva até agora. “Porém, ela apresentou um quadro de cirrose hepática secundária. E a mãe foi buscar ajuda em São Paulo, estava na fila de transplante, teve muita dificuldade em conseguir o órgão e veio para a fila do Espírito Santo, onde conseguiu a doação”, revelou.

O médico destaca a importância da marca histórica. O hospital é pioneiro em transplante de fígado, tendo realizado o primeiro em 2005 em paciente que apresentava um quadro de cirrose hepática e o procedimento foi um sucesso. Passados 19 anos o paciente, hoje com 73 anos, encontra-se bem, leva uma vida normal e saudável.

Ao contrário do que muitos acreditam, de acordo com o especialista, o transplante na maioria das vezes se dá por conta da hepatite B ou C, e não por causa da cirrose hepática alcoólica, doença comumente associada ao consumo desmedido de álcool. “Mesmo com uma capacidade extraordinária de recuperação, algumas doenças provocam insuficiência hepática aguda ou crônica grave e, nesses casos, a única solução é a substituição do órgão”, afirmou o cirurgião.

O médico ainda relata sobre a importância da equipe multidisciplinar nesse tipo de cirurgia. “Temos orgulho da equipe de profissionais do Meridional, que fez história e que ajuda a salvar vidas todos os dias, como a desse primeiro paciente operado anos atrás e dessa jovem, de 12 anos, operada esta semana, e que ainda tem uma vida longa pela frente”, comemorou.

O atendimento foi feito por uma equipe multidisciplinar com 14 profissionais entre anestesistas, cirurgiões, residentes, instrumentadores, enfermeiros, equipe de captação, assistentes sociais, psicólogos, entre outros. Trabalhadores que estão prontos para dar todo o suporte para quem precisa de um transplante, na reabilitação e, também, para os doadores.

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