O dia 14 de novembro marca o Dia Mundial do Diabetes, doença crônica, mas que consegue ser controlada com alimentação balanceada e estilo de vida.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem atualmente, no Brasil, mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes, o que representa 6,9% da população nacional.
A Secretaria da Saúde (Sesa) informa que a diabetes não é uma doença de notificação compulsória e, por isso, não há dados específicos de novos diagnósticos que sejam fiéis à realidade no Estado.
Porém, a Sesa, por meio da Gerência de Assistência Farmacêutica (GEAF), informa que há, no Espírito Santo, 1.176 pacientes que fazem retirada de Insulina Análoga de Ação Rápida nas Farmácias Cidadãs Estaduais para tratamento da diabetes.
Tipos
O tipo 1 concentra entre 5% e 10% do total de diabéticos no Brasil. Cerca de 90% tem o tipo 2. Já o diabetes gestacional afeta entre 2 e 4% de todas as gestantes e implica risco aumentado do desenvolvimento posterior de diabetes para a mãe e o bebê.
A endocrinologista Priscila Pessanha explica que o tipo 1 ocorre mais na fase da infância e adulto jovem, e tem correlação com alterações genéticas e falência total de insulina pancreática, levando a uma necessidade do uso de insulina desde o início do diagnóstico.
O tipo 2 ocorre mais na fase adulta e tem correlação com hereditariedade e ganho de peso. No diagnóstico há uma falência de 50% de função pancreática, e, por isso, hipoglicemiantes orais e antidiabéticos associados a mudança de estilo de vida resolvem. Pode haver necessidade de aplicação de insulina posteriormente.
A Diabetes Gestacional ocorre durante o período da gestação. Pode ser auto limitado ou evoluir para um Diabetes Mellitus tipo 2, posteriormente. Dentre os tipos de Diabetes 1 e 2 há também alguns subtipos, classificados e identificados por suas características clínicas e laboratoriais.
Pessanha explica que mudanças no estilo de vida são sempre necessárias. No caso do Diabetes Mellitus tipo 2, que tem uma grande relação com obesidade, a prática de atividade física regular e alimentação saudável, com o menor índice de carboidratos simples, que aumentam a glicemia e ganho de peso, mais proteínas, fibras e menos processados podem evitar a obesidade e a consequente evolução para o diabetes tipo 2.
Segundo a especialista, para o controle da doença, além da medicação, o estilo de vida saudável traz melhora das taxas e menor necessidade de ajustes das doses das medicações.
“Os sinais de alerta clínicos nem sempre aparecem de forma precoce, mas é preciso ficar atento à perda de peso excessiva e rápida, apesar do aumento da fome, além de mais sede e maior frequência ao urinar. Outros sintomas como tontura, boca seca ou visão turva podem estar presentes”, declara ela.
A endocrinologista pontua que o diagnóstico do diabetes é feito por sintomas clínicos e/ou critérios laboratoriais, que incluem avaliação de glicose de jejum, hemoglobina glicada e teste oral de tolerância à glicose.
No Diabetes Mellitus Gestacional, os valores de referência são diferentes e pode haver necessidade do teste oral de tolerância à glicose. “A hemoglobina glicada não é um bom parâmetro para esse tipo de Diabetes”.
O tratamento deve ser individualizado. “Em todos os casos de diabetes há necessidade de melhora de estilo de vida, com alimentação balanceada (zero de açúcar) e atividade física regular. O uso de medicações orais e/ou insulina dependerá da necessidade de cada paciente e da gravidade do quadro clínico apresentado”, informa ela.









