O Dia Internacional da Tireoide, 25 de maio, tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre a importância dessa glândula que está localizada na região do pescoço, responsável pela produção dos hormônios tireoidianos, que regulam o funcionamento de diversos órgãos e sistemas. A data foi estabelecida pela Federação Internacional da Tireoide (International Thyroid Federation – ITF) para aumentar a conscientização sobre as doenças da tireoide, como hipotireoidismo, hipertireoidismo, nódulos tireoidianos e câncer de tireoide.
A endocrinologista Queulla Ramos informa que as duas principais doenças da tireoide estão relacionadas à função. O hipotireoidismo é uma deficiência da tireoide em produzir o hormônio tireoidiano e tem como forma de tratamento a reposição do hormônio Levotiroxina.
Outra doença também relacionada à função é o hipertireoidismo, que é o excesso da produção do hormônio tireoidiano. Nessa doença, é preciso fazer um bloqueio da produção dele. “É utilizado um outro tipo de medicamento da produção desse hormônio e muitas vezes, quando não se responde a esse bloqueio, se usa a ouroterapia, onde se provoca a destruição da glândula tireoidiana e passa então a repor o hormônio, caso o paciente venha ou não desenvolver o hipotireoidismo“.
A especialista explica que o hipotireoidismo e tireoidite de Hashimoto é uma doença autoimune, assim como o hipertireoidismo, de origem genética. O corpo desenvolve anticorpos que atacam a tireoide. No hipotireoidismo, a tireoidite de Hashimoto, os dois anticorpos mais comuns são antitubulina ou antitireoperoxidase, já no hipertireoidismo é o anti trave, o anti receptor de tireoide.
“Existem outras doenças também relacionadas à função que são mais raras, como tireoidites aguda ou subaguda, que podem ser virais ou mesmo bacterianas, podem provocar dor, mas melhoram com o uso do antibiótico ou o uso de corticoide“, diz ela.
Ramos declara que o hipotireoidismo promove uma lentificação do metabolismo do corpo. O paciente fica mais constipado, a pele pode ficar seca, pode ter uma facilidade de retenção de líquido. A pessoa fica com a fala e pensamento lentificado e fica sonolenta.
Já no hipertireoidismo, o paciente tem excesso de tudo. Pode evoluir com diarreia, às vezes ter sudorese, irritabilidade, insônia. A especialista afirma que todas as duas causas podem gerar arritmia, e que o hipertireoidismo, por exemplo, pode gerar um ataque cardíaco.
Câncer de tireoide
O cirurgião Marco Homero explica que o câncer de tireoide que pode aparecer de forma assintomática, inclusive com a produção hormonal não afetada pelo nódulo, seja ele benigno ou maligno. Quando inicial há grande chance de cura.
Homero afirma que o diagnóstico é feito por ultrassom, seguido de punção, e que a maioria dos tumores de tireoide acontecem nas mulheres, entre trinta e cinquenta anos. “É feito o ultrassom e identificado que o nódulo tem a suspensão de ser maligno, parte para uma biópsia por agulha. Feito a biópsia e confirmando o tumor maligno, é hora do tratamento“.
O tratamento ideal para o câncer de tireoide é a cirurgia, que pode ser a tireoidectomia total ou parcial. Feito a cirurgia às vezes o paciente pode precisar de um tratamento com iodoterapia, que é um tratamento específico para câncer de tireoide.
“O acompanhamento após a cirurgia é feito com exames de sangue e exames de imagem de periódicos. Inicialmente de três em três meses, de seis em seis meses depois e pode passar de ano em ano“, afirma ele.
A Secretaria de Saúde do Espírito Santo (Sesa) foi demandada sobre esse assunto, mas não houve retorno até o momento.










