O Secretário de Saúde do Espírito Santo, Nésio Fernandes, criticou a falta de coordenação nacional para uma atualização e padronização contra a doença Monkeypox. Para ele, com a varíola dos macacos, o Brasil está repetindo os mesmos erros cometidos com a Covid.
Apesar da doença já ter sido declarada pela Organização Mundial da Saúde como uma emergência de saúde pública de importância internacional. Para o secretário, o Brasil, segue vendo a ponta do iceberg com um binóculo.
Em suas redes sociais, o também presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), declarou que a OMS acertou em declarar a doença como uma emergência. “Deveria esperar para declarar só quando estivesse afetando a economia, brancos heterossexuais e idosos ricos? Por que por anos “só afetou” o continente africano e agora avança na população homossexual? É preciso combater iniquidades.”
De acordo com Nésio, a doença tem manejo complexo desde a comunicação de risco, ao diagnóstico, rastreamento, prevenção e tratamento. E além disso, caminha para logo estar circulando para além dos atuais grupos prevalentes.
Em uma entrevista para o Jornal BBC, Nésio Fernandes, declarou que o Brasil precisa, ampliar a testagem, atualizar as orientações de isolamento de casos e correr atrás de vacinas. “Essas são as três ações urgentes que o Brasil precisa tomar para conter a varíola dos macacos antes que ela se torne uma crise ainda mais grave.” completou.
O secretário também aponta que a resposta do país à nova doença é “protocolar” até agora e pode se tornar “insuficiente” nos próximos meses. Para ele, no momento, existe uma espécie de “silêncio epidemiológico” sobre o vírus monkeypox, o causador da condição, em algumas regiões brasileiras.
Durante a entrevista para o jornal inglês, Fernandes explica que cada Estado está agindo de forma independente e tem critérios próprios de testagem e acompanhamento de casos. E por isso, para ele, precisamos de uma coordenação nacional para padronizar a estratégia em todo o território.









