Os diagnósticos de depressão seguem aumentando, mesmo com uma pandemia mais controlada e o isolamento social ter diminuído drasticamente. Segundo o último levantamento do Instituto Ipsos, realizado a pedido da farmacêutica Janssen, a convivência média do brasileiro com a depressão é de sete anos e dois meses. O tempo prolongado ocorre, sobretudo, pela demora em buscar diagnóstico.
Os sintomas centrais do transtorno depressivo são o humor deprimido, perda do interesse em atividades que normalmente são do agrado, apatia e falta de energia. “As causas da depressão ainda são desconhecidas, mas um importante sintoma de risco é o estresse crônico”, afirma o médico psiquiatra e professor universitário, Valber Dias Pinto.
O professor ressalta que o desconhecimento e o preconceito que envolve assuntos relacionados a saúde mental são os principais fatores que retardam a pessoa que esteja sentindo os sintomas a procurar ajuda. “Além de estarmos aptos a procurar ajuda, a atividade física é um meio onde as pessoas podem se sentir mais abertas e deixar a mente menos caótica”, pontua.
O tempo médio para tratamento da doença é de um a três anos. No entanto, as respostas aos medicamentos vêm em até 8 semanas.
Depressão está atingindo mais mulheres
Em 2021, O Ministério da Saúde afirmou que 15,7% das mulheres que residem em Vitória relataram ter a doença, enquanto 5,3% dos homens residentes na capital sofriam com o mesmo problema.
“A vivência do estresse nas mulheres é bem maior devido às questões envolvendo a sobreposição de tarefas domésticas e trabalho, riscos biológicos associados ao ciclo hormonal e menor valorização do trabalho. São os fatores que estão relacionados a esses números”, diz o psiquiatra.
Diferença entre depressão e ansiedade
Valber Dias Pinto afirma que, na depressão, o sintoma chave é o humor deprimido e a falta de interesse pelas coisas que gosta, enquanto na ansiedade o humor costuma ser irritado e o sintoma principal é a dificuldade de controlar as preocupações.
Além disso, a depressão pode resultar de diversos fatores, entre eles, traumas, frustrações cotidianas, infelicidade no emprego, dentre outros fatores que rapidamente nos remetem a tristeza.
Há cura para depressão?
Atualmente, fala-se em remissão completa dos sintomas, mas, mesmo nesses casos, não significa que a doença foi curada. Em geral, é necessário permanecer com manutenção do tratamento em longo prazo.










