O PSB do Espírito Santo, nesta quarta-feira (23), de forma protocolar, reconduz Alberto Gavini à presidência da sigla em território capixaba. Gavini, que também comanda a Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes), será o responsável por liderar o partido nas eleições de 2026, em um momento crucial para a legenda, quando o governador Renato Casagrande (PSB) deverá disputar o Senado e que estará firme em coordenar a sucessão ao Palácio Anchieta.
A cerimônia de recondução conta com a presença de uma figura que vem ganhando protagonismo nacional: o prefeito do Recife, João Campos (PSB), que deverá ser eleito presidente nacional do PSB na convenção nacional marcada para maio.
João, herdeiro político de Eduardo Campos, é um nome em ascensão – jovem, articulado e promissor, com reais possibilidades de ser o próximo governador de Pernambuco. Sua presença no Espírito Santo não foi apenas simbólica: ela representa uma tentativa clara de oxigenação no partido e de inserção de novas práticas e pensamentos na política de centro-esquerda brasileira.
Contudo, no Espírito Santo, a lógica foi outra. Para manter a estabilidade interna e evitar ruídos que pudessem comprometer a coesão do grupo liderado por Casagrande, optou-se pela permanência de Gavini. Uma decisão pragmática, que privilegia o alinhamento interno em detrimento da renovação imediata. Em tempos de reestruturação partidária, o PSB capixaba escolheu a prudência.
E há razões para isso. O partido, apesar de comandar o governo do Estado, tem um desafio. Com a iminente saída de Casagrande do Executivo em abril de 2026, não há, dentro da sigla, um nome natural interno para sucedê-lo. O mais cotado é o vice-governador Ricardo Ferraço – que, embora aliado, é filiado ao MDB. Ou seja, se hoje o PSB governa o Espírito Santo, é possível que em breve precise negociar seu futuro com um parceiro externo, ou arriscar-se a entregar a hegemonia construída nos últimos anos.
A grande missão do PSB capixaba, portanto, vai além de disputar eleições: passa por reinventar-se. Não pode mais se permitir ser apenas o “partido de Casagrande”, figura cuja relevância e recall político são inegáveis, mas que já se aproxima dos 65 anos e que vem reforçando que está cada vez mais próximo da aposentadoria. Novas lideranças, engajamento jovem e projeto partidário que vá além de um nome forte são necessários para que a sigla tenha protagonismo na política local.
A presença de João Campos no cenário nacional mostra que o PSB tem quadros para renovar-se. O Espírito Santo necessita também fazer algo parecido.
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“Calma, Cris” I
Nos vídeos ensaiados da Prefeitura de Vitória, virou moda o jargão “Calma, Cris”. A vice-prefeita da Capital, Cris Samorini (Progressistas), apresenta o problema e o prefeito da cidade, Lorenzo Pazolini (Republicanos), rebate com a solução. Até o secretário de Governo, Erick Musso (Republicanos), também já foi responsável por mostrar o que é a resposta.
“Calma, Cris” II
Claro que pode ter um ar cômico, mas se o clã do Republicanos tem intenção de alçar Pazolini para a disputa do governo, é preciso mostrar Cris como alguém altamente capaz de desatar nós. E lembrando que ela já foi presidente da Findes.
“Calma, Cris” III
Porém, as “novelinhas” têm tido engajamento nas redes e não é por acaso que elas vêm se repetindo.
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Luto
A morte da ex-primeira-dama de Cariacica Nabila Furtado, que era casada com o ex-prefeito Juninho, movimentou os políticos, que expuseram diversas notas de pesar.
Em Cariacica, 4h15
Euclério Sampaio (MDB), prefeito de Cariacica, foi um dos que se manifestou e, provavelmente, o primeiro. Às 4h15 já mandava seu recado de condolências.
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Comissão
Chamou a atenção, nessa terça-feira (22), o tamanho da pauta da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa. Estava com 53 páginas. Além disso, outro ponto que vem deixando parlamentares visivelmente incomodados na transmissão é a aleatoriedade das ordens das pautas.
Fica para depois
Votações de projetos governamentais na Assembleia Legislativa, como de autorização de crédito milionário para aquisição de ônibus elétricos, vão ficar para depois do feriado de Nossa Senhora da Penha – ou talvez até depois do feriado do Dia do Trabalhador.
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Condição de Bolsonaro I
Segundo a colunista Bela Megale, de O Globo, o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) traçou estratégia para apoio e definição de candidatos ao Senado com sua bênção. Todos os nomes que tiverem processos no Supremo Tribunal Federal (STF) ou no Superior Tribunal de Justiça (STJ) já estarão fora do páreo.
Condição de Bolsonaro II
O objetivo central do ex-presidente é eleger o maior número de senadores em 2026 para criar uma espécie de “frente contra o Judiciário”.
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“Os camisas 11”

Coordenador da bancada federal capixaba e presidente estadual do Progressistas, o deputado federal Da Vitória brincou que, nessa terça-feira (22), conversou com os “camisas 11” do partido dele, fazendo alusão ao número de urna da sigla. Com ele estavam o presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira (Progressistas/PI), e o líder do partido na Câmara dos Deputados, Dr. Luizinho (Progressistas/RJ).
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Na moita
Que fase. Dizem que já há torcida organizada, fora de um determinado ambiente, para que uma determinada pessoa saia de um cargo.
Tá na rede
“Enfrentar a violência exige responsabilidade para propor mudanças reais. A PEC apresentada pelo governo federal é um passo importante nesse caminho: fortalece o papel da União no combate ao crime organizado, respeitando as competências dos estados, sem interferir na autonomia dos governadores”
Fabiano Contarato (PT), senador









