Serra sem Audifax e Vidigal e a chance do legado do PDT

Pela primeira vez, desde 1996, a fase decisiva das eleições da Serra não terá nem Sergio Vidigal (PDT) e nem Audifax Barcelos (Progressistas) como opções nas urnas. Trata-se de um momento histórico e com diferentes pesos para os envolvidos.

Se para Audifax isso pode ser considerado como uma grande derrota, visto que acumula perda do seu sucessor, Fábio Duarte (Rede), em 2020, bem como sucessivos tombos em 2022 (governo do Estado) e neste ano (novamente Prefeitura da Serra), para Vidigal o sentimento é de possibilidade de deixar legado, como já vinha frisando nos últimos tempos.

O atual prefeito, inegavelmente, foi aquele que deu espaço para que Audifax o sucedesse em 2004. Depois, um racha entre os políticos criou, talvez, a maior rivalidade na Grande Vitória. De 1996 para cá, o pedetista ficou à frente do município por quatro ocasiões, já o progressista, três vezes.

São 28 anos, ou seja, diversas gerações acompanham este vaivém que agora chega a um “fim”, em partes. Se antes Weverson Meireles (PDT) era visto como azarão, muito em função de ter começado a campanha como desconhecido do público, o panorama muda completamente com o pupilo de Vidigal tendo conseguido tomar as rédeas e liderar a votação no primeiro turno ante Pablo Muribeca (Republicanos).

Obviamente, essa conquista possui ampla motivação pelas ações de Vidigal e também do governador do Estado, Renato Casagrande (PSB), que mergulhou de cabeça na campanha e que deverá manter essa posição, até para evitar a expansão do Republicanos para o comando do maior município do Estado. O Palácio Anchieta já viu a Prefeitura de Vitória permanecer com Lorenzo Pazolini (Republicanos).

Destaca-se ainda que o prefeito, desta vez, conseguiu a tão sonhada transferência de votos. Em 2022, seu respaldo e notoriedade não foram suficientes para que Sueli Vidigal (PDT) obtivesse vaga na Câmara dos Deputados. Agora, a força das máquinas municipal e estadual foi tamanha para que houvesse a mais surpreendente mudança de prognóstico aferido pelas pesquisas de intenções de votos.

Não há jogo ganho, obviamente, visto que Muribeca, que tem vida política somente de 2020 em diante, tem apresentado crescente. Sua trajetória é bastante meteórica: ficou somente dois anos na Câmara de Vereadores, em seguida foi para a Assembleia Legislativa e, agora, está ainda no páreo pelo Executivo municipal. É bastante relevante e o deputado estadual possui apoios fortes, como do presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos (União Brasil).

Vidigal, aos 67 anos, tem a chance de pendurar as chuteiras da Prefeitura da Serra com o encaminhamento de seu pupilo, que não tem vergonha alguma de reconhecer que é fruto do vidigalismo. O pedetista vê cada vez mais concreta a oportunidade de formatar um legado que Audifax não tem. Ainda é incerto qual deverá ser o papel do prefeito em 2026, mas se o resultado for positivo, o médico psiquiatra terá um divã interessante pela frente.

E Audifax?

Não se pode dizer que Audifax Barcelos está aposentado da vida pública. O economista tem 60 anos e uma carreira de mandatos eletivos que já lhe deu destaque. Um de seus desafios é fincar em qual espectro político está, afinal ele começou na centro-esquerda e, desde 2022, bandeou-se para a direita.

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Propaganda eleitoral

A propaganda eleitoral gratuita relativa ao segundo turno pode ser veiculada a partir da próxima sexta-feira (11) e indo até 25 de outubro.

Sinais…

O ex-governador do Estado Paulo Hartung (sem partido) parabenizou Lorenzo Pazolini (Republicanos) pela reeleição em Vitória. Disse que se consolida uma nova liderança no Espírito Santo. Sinais, fortes sinais…

Eleição difícil

Pazolini, em entrevista para a Jovem Pan News, declarou que a eleição em Vitória em função de enfrentar “players conhecidos” como João Coser (PT) e Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), já que ambos conduziram a Capital, cada um, por oito anos.

Exemplo

O republicano ainda elogiou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Disse que o correligionário sai muito grande deste pleito e “como esperança para o nosso país”.

Consolidação

A vereadora Karla Coser (PT) consolidou seu capital político em Vitória com sua expressiva votação. Não será surpresa alguma caso o nome dela seja especulado para candidatura ao Congresso em 2026.

Popularidade

Pelos lados da situação de Pazolini, Aylton Dadalto (Republicanos) vai chegar com destaque à Câmara de Vereadores após seus 5.218 votos. Ele se junta a outro republicano com boa votação: Davi Esmael (5.200).

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Selfie do hospital

Serra sem Audifax e Vidigal e a chance do legado do PDT

Reeleito em Cariacica, Euclério Sampaio (MDB) gravou vídeo, direto do hospital, no qual agradece aos eleitores, à família e ao governador do Estado, Renato Casagrande (PSB). Ele afirmou que daqui dois, três dias, já estará nas ruas. E que segue coordenando as equipes da prefeitura diretamente do hospital.

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Dobrando a meta

Outro reeleito, já em Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos) também gravou vídeo, dizendo que já estava na prefeitura canela-verde. Declarou que a meta é tornar esse executivo o melhor do Brasil.

Alegria

O deputado estadual Sergio Meneguelli (Republicanos) comemorou a vitória de Renzo Vasconcelos (PSD) em Colatina como se fosse dele. Nos bastidores, interlocutores creditam a virada sobre Guerino Balestrassi (MDB) ao parlamentar.

PL da Saúde

Em Santa Maria de Jetibá, o PL conseguiu eleger representantes da saúde. Além de Ronan Fisioterapeuta para a prefeitura, Vespinha da Farmácia e Enfermeira Eliza vão compor a Câmara de Vereadores no ano que vem.

Somando

Presidente estadual do Podemos, o deputado federal Gilson Daniel exaltou os números da sigla, que soma 11 prefeitos e 12 vice-prefeitos eleitos. Além disso, o partido comandará população de cerca de 1 milhão de habitantes.

Atenção

A eleição de Presidente Kennedy ainda vai dar o que falar em função da decisão da Justiça Eleitoral capixaba de tornar Dorlei Fontão (PSB) inapto para aquele pleito, mas que foi o vencedor nesse domingo (6). A defesa do socialista levou o caso para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Destaque

O Espírito Santo foi o quinto na totalização parcial de votos, mas ficou em 1° lugar na totalização final em todo Brasil. O Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) frisou que todo o trabalho foi realizado sem intercorrências.

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Na moita

Uma campanha terminou repleta de divisões, mágoas e muito rancor. Discórdia foi seu principal legado.

Tá na rede

“Continuaremos nosso projeto de fortalecimento já olhando para 2026, cada liderança formada é importante na construção desse projeto”

Magno Malta (PL), senador

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