Se a disputa pelo Governo está apertada, a corrida pelo Senado apresenta um desenho diferente. Renato Casagrande (PSB) aparece com 33,09% e abre larga vantagem sobre todos os demais candidatos.
Na sequência vêm Fabiano Contarato (PT), com 12,63%; Sérgio Meneguelli (PSD), com 7,99%; Rose de Freitas (MDB), com 7,34%; Marcos do Val (Avante), com 5,22%; Maguinha Malta (PL), com 5,07%; e Evair de Melo (Republicanos), com 4,06%.
Neste momento, a primeira vaga parece praticamente encaminhada para o ex-governador. Casagrande não apenas lidera com ampla vantagem como também possui rejeição relativamente baixa: 5%.
A grande disputa, portanto, é pela segunda cadeira.
Segunda vaga
Fabiano Contarato larga melhor posicionado. Seus 12,63% o colocam numa posição mais confortável em relação ao segundo pelotão. Mas há um problema. Contarato tem 13,83% de rejeição, uma das maiores entre os nomes apresentados.
Isso significa que, ao mesmo tempo em que começa à frente na briga pela segunda cadeira, também encontra resistência importante em parte do eleitorado. Logo depois aparece Sérgio Meneguelli. Meneguelli tem 7,99% das menções, praticamente empatado com Rose de Freitas, que registra 7,34%.
Mas há uma diferença interessante entre eles. A rejeição de Meneguelli é de apenas 1,89%.
É um número extremamente baixo e que pode representar um ativo relevante ao longo da campanha. Meneguelli ainda precisa ampliar sua intenção de voto, mas tem bastante espaço para crescer sem carregar, neste momento, uma resistência significativa.
Rose também permanece viva. Com 7,34% e rejeição de 5,17%, aparece dentro do pelotão que pode ameaçar Contarato na disputa pela segunda vaga.
Rejeição pode definir a corrida
Mais atrás estão Marcos do Val, Maguinha Malta e Evair de Melo. Marcos tem 5,22% das menções e rejeição de 6,94%. Maguinha aparece com 5,07%, mas enfrenta o maior problema entre os principais nomes: sua rejeição chega a 16,89%, a maior entre os candidatos ao Senado.
Evair, por sua vez, registra 4,06% de intenção e apenas 2,61% de rejeição. É uma situação curiosa. Maguinha está numericamente um pouco à frente de Evair, mas encontra muito mais resistência. Evair começa mais atrás, porém com espaço maior para conquistar eleitores. A pesquisa mostra, portanto, que a rejeição pode ser decisiva na definição da segunda vaga.










