O Republicanos e o Partido Liberal (PL) anunciaram, nessa sexta-feira (14), que a Bispa Elaine (PL) será a vice na chapa de Lorenzo Pazolini (Republicanos) para a disputa do governo do Estado. A composição representou uma relação de ganha-ganha entre Pazolini e o partido comandado pelo senador Magno Malta (PL).
Comecemos pelos bolsonaristas. Indicar a vice significa que o PL conquistou o protagonismo que buscava após acenar positivamente para o Republicanos. Nesse balaio, primeiramente, estabeleceu Maguinha Malta (PL) como candidata do grupo ao Senado, reforçando as chances dela, como já desejava Magno, pai da postulante à vaga.
Com a vice, afastou qualquer possibilidade de uma chapa puro-sangue, como vinha sendo especulado. Num eventual triunfo de Pazolini, o PL já garante um espaço, no mínimo, nobre no governo. Além disso, reforça o discurso de representatividade na candidatura do republicano, algo que o governador Ricardo Ferraço (MDB) não trouxe para a reeleição, após escolher o vereador da Capital Camillo Neves (Progressistas) como seu vice.
Mas o que ganha Pazolini com isso?
O republicano passa por situação semelhante à de 2020, quando disputou seu primeiro mandato à Prefeitura de Vitória. Na ocasião, ele tinha uma vice completamente desconhecida do público, a Capitã Estéfane, hoje no Podemos.
Ainda que a Bispa Eliane abra portas no interior, não é possível dizer que ela agregue votos nos demais municípios. Isso quer dizer que, numa eventual vitória do republicano, a missão fica a cargo de Pazolini, justamente por ser o mais conhecido, juntamente com seus cabos eleitorais conservadores.
A ungida, assim sendo, não é uma pessoa que tirará os holofotes de Pazolini, que terá a missão de vencer o grupo que está no comando do Palácio Anchieta.
Verifica-se, então, que todos os lados ganharam algo. Agora, resta observar quem foi o mais beneficiado nessa história toda. Lembrando que não há espaço para inocência na política.










