Lorenzo Pazolini (Republicanos) foi eleito governador do Espírito Santo neste domingo (25), ao vencer Ricardo Ferraço (MDB) no segundo turno das eleições. Com 52,17% dos votos válidos, o candidato conquistou 1.151.818 votos, contra 47,83% 1.056.119 votos do adversário, com 100% das urnas apuradas.
Advogado, Pazolini já foi auditor do TCE-ES (Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo) e delegado da Polícia Civil antes de entrar para a política.
Ele foi eleito deputado estadual em 2018 e, em 2020, conquistou a Prefeitura de Vitória, cargo para o qual foi reeleito ainda em primeiro turno em 2024, com 56,22% dos votos válidos.
Ao longo da campanha, o governador eleito se associou ao PL, partido de sua vice-governadora Eliane Leal, e recebeu o apoio do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), com quem dividiu palanque no Bloco do 22 realizado na praia de Camburi, em Vitória, no último sábado (17).
O ato contou com a participação de outros nomes alinhados ao bolsonarismo nacional, como o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP), eleito neste ano.
O candidato ficou conhecido durante a pandemia de Covid-19 como um dos políticos que, em 2020, entraram no Hospital Estadual Dório Silva, na região metropolitana de Vitória, após estímulo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que apoiadores filmassem os leitos de emergência de hospitais públicos e de campanha.
À época, Renato Casagrande (PSB), então governador do Espírito Santo, classificou o ato como uma invasão. “A atitude intempestiva dos invasores colocou em risco pacientes e servidores”, chegou a afirmar a pasta de saúde do estado em um comunicado oficial.
Pazolini chega ao Palácio Anchieta como candidato vitorioso da coligação Paz Para Viver um Novo Tempo, que reúne o PL, o Republicanos e o Democrata. No segundo turno, ele recebeu o apoio do PSD, do Novo, e da direção nacional do Podemos e do União Brasil, partidos que integram a coligação do atual governador Ricardo Ferraço.
O emedebista assumiu o cargo em 2 de abril, quando Renato Casagrande (PSB) renunciou ao governo para disputar o Senado. Ele foi eleito com 24,7% dos votos válidos junto a Evair de Melo (Republicanos), com 24,39%.
Ferraço iniciou sua trajetória política aos 19 anos, e já foi vereador de Cachoeiro de Itapemirim, deputado estadual por dois mandatos, deputado federal e senador pelo Espírito Santo. Ele foi eleito vice-governador na chapa de Casagrande em 2022, cargo que já havia ocupado entre 2007 e 2010, no governo de Paulo Hartung.
Durante a campanha, o candidato não recebeu o apoio formal de nenhum dos candidatos à presidência. No segundo turno, porém, passou a contar com o apoio público de João Coser, presidente estadual do PT, que declarou ter tomado a decisão por rejeição à candidatura de Pazolini. Casagrande, padrinho político de Ferraço, chegou a declarar voto em Lula (PT).
Entre os candidatos derrotados ainda no primeiro turno, estão Helder Salomão (PT), que ficou em terceiro lugar na disputa, com 15,32% dos votos válidos, e Breno Barcelos (Missão) e Rafael Demuner (UP). Os dois, que disputaram sua primeira eleição, não alcançaram 1% dos votos válidos no último dia 4.










