Faltam 11 dias para o primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro, e uma dúvida ainda pode surgir entre os eleitores: é obrigatório ter a biometria cadastrada para votar?
A resposta é não. De acordo com a Justiça Eleitoral, o cadastro biométrico facilita a identificação na seção eleitoral, mas a ausência da biometria não impede, por si só, o exercício do voto.
O principal requisito para votar é estar com a situação eleitoral regular. Atualmente, cerca de 10,99% do eleitorado brasileiro ainda não possui biometria cadastrada.
A biometria é obrigatória para o alistamento eleitoral em todos os municípios brasileiros, com exceção de quem se alista no exterior. Essa exigência, porém, está relacionada à inscrição no Cadastro Eleitoral e não significa que o eleitor sem biometria cadastrada ficará impedido de votar.
“Para se alistar, é obrigatória a coleta biométrica, com exceção da pessoa que se alistar no exterior, mas essa fase já se encerrou. Para votar, tem que estar regular no cadastro eleitoral, independentemente de o eleitor ter ou não biometria”, explica Sandra Damiani, assessora-chefe de Gestão Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Como será a identificação na urna
Todas as seções eleitorais do país contam com leitores biométricos integrados às urnas eletrônicas.
Para quem tem a biometria cadastrada, a identificação ocorre por meio da conferência da impressão digital antes da liberação do voto. O procedimento acrescenta uma camada de segurança ao processo eleitoral e ajuda a confirmar a identidade da pessoa habilitada a votar.
Mas o que acontece quando a digital não é reconhecida?
Nesse caso, a urna eletrônica realiza até quatro tentativas de validação biométrica. Se nenhuma delas confirmar a identificação, é utilizado um procedimento alternativo.
“Se a pessoa tiver digital coletada, mas a urna não reconhecer, ela vai tentar quatro vezes e, depois disso, perguntará qual o ano de nascimento do eleitor”, explica Sandra Damiani.
O mesmo procedimento é utilizado para quem não possui biometria cadastrada. Se o eleitor estiver regular no cadastro eleitoral, a urna solicitará o ano de nascimento como forma alternativa de identificação.
E quem vai votar no exterior?
Nas seções eleitorais instaladas fora do Brasil, a biometria não é utilizada durante a votação.
Segundo a Justiça Eleitoral, as urnas usadas no exterior não solicitam a impressão digital. Mesmo assim, o eleitor precisa estar regularmente inscrito e apto no Cadastro Eleitoral para votar.
Biometria só poderá ser cadastrada novamente após as eleições
Quem ainda não possui biometria não precisa correr para fazer o cadastro antes das eleições deste ano. Segundo o TRE-ES, o serviço de cadastramento biométrico estará novamente disponível a partir de novembro de 2026.
Isso ocorre porque o cadastro eleitoral está fechado para novos pedidos durante o período eleitoral. Serviços como alistamento, transferência de domicílio e revisão de dados foram suspensos após o prazo de 6 de maio e serão retomados depois do pleito.
O que é a biometria eleitoral?
Na Justiça Eleitoral, a biometria é utilizada para identificar cada eleitor de forma individual. O cadastro reúne informações como impressões digitais, fotografia e assinatura.
Os dados ficam armazenados no Cadastro Eleitoral e podem ser utilizados tanto no atendimento da Justiça Eleitoral quanto no momento da votação.
Além de contribuir para a identificação dos eleitores, a biometria auxilia na detecção de possíveis duplicidades cadastrais e na padronização dos procedimentos de atendimento. Os dados também integram a base da Identificação Civil Nacional (ICN).
O que o eleitor precisa fazer antes de votar?
Para as Eleições 2026, o eleitor que não possui biometria não precisa regularizar esse dado para poder votar, desde que o título esteja em situação regular.
O primeiro turno será realizado em 4 de outubro. Caso haja segundo turno, a votação ocorrerá em 25 de outubro.
Por isso, a orientação da Justiça Eleitoral é que o eleitor verifique a situação do título e esteja atento ao local de votação antes do dia da eleição.
A biometria, portanto, funciona como uma ferramenta de identificação. Não ter a digital cadastrada não impede o voto de quem está regular no Cadastro Eleitoral.










