A morte do soldado da Polícia Militar do Espírito Santo Paulo Henrique Carvalho Faccin, de 28 anos, repercutiu na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) nesta segunda-feira (17). O militar morreu após ser baleado na cabeça durante uma abordagem policial no último sábado (15), em Cachoeiro de Itapemirim, região sul do estado.
Paulo Henrique chegou a ser socorrido e recebeu atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos. Antes do início da sessão, os deputados fizeram um minuto de silêncio em homenagem ao militar.
O presidente da Assembleia, Marcelo Santos, prestou solidariedade à família e afirmou que a morte do policial representa a perda de um agente que atuava em defesa da população. “O Paulo Henrique Carvalho, de 28 anos de idade, era o Estado ali representado. E quando o Estado representa o cidadão, representa o Marcelo, representa o Danilo, representa os mais de quatro milhões de habitantes”, disse.
Marcelo Santos também criticou o que chamou de “frouxura da lei” e defendeu mudanças nas regras relacionadas à progressão de regime e à chamada “saidinha”. Segundo ele, o criminoso que matou o policial estava nessa condição quando foi abordado.
“E a gente não pode admitir isso. Principalmente na fraqueza do Congresso Nacional, que ao invés de debater temas importantes como esse, muda o debate, que é muito raso e nocivo para a sociedade. Debates como esse, da redução da lei que garante a progressão de regime, onde o cidadão reduz a sua pena depois de ter cometido um ato como esse, nós temos que lutar para alterar”, afirmou.
O presidente da Casa também defendeu mudanças na chamada “saidinha” para evitar novos casos. “Não só um policial, pode ser que chegue à sua porta e quando chegar, nós efetivamente não podemos permitir que isso aconteça e não podemos nos acomodar achando que é mais um número de um índice de violência”, declarou.
Ao prestar solidariedade à família, Marcelo Santos afirmou que Paulo Henrique estava cumprindo o dever de proteger os capixabas. “Esse que morreu, ele foi um integrante de Força e Segurança que estava ali para proteger a família dos capixabas e em nome das famílias dos capixabas, em nome da Assembleia Legislativa, eu quero aqui prestar a solidariedade à família desse rapaz que foi morto por um criminoso que na brecha da lei, numa saidinha, ao ser alcançado por um trabalho da equipe de policiais, matou um jovem policial que estava ali cumprindo irrestritamente o seu dever. Meus sentimentos”.










