Não é bom que os partidos e grupos, a esta altura da campanha, sejam vistos como desunidos. Atento a isso o presidente da Federação União Progressista, Da Vitória, que é presidente do Progressistas no Espírito Santo, ao lado do secretário-geral do PP, Marcos Delmaestro, recebeu os filiados Marcus Vicente, Marcelo Coelho e Cacá Gonçalves. Os dois primeiros escolhidos como suplentes dos candidatos ao Senado, respectivamente, Rose de Freitas (MDB) e Renato Casagrande (PSB).
Como a Federação UP integra a coligação majoritária dos candidatos ao Senado, a legislação e os acordos internos garantem a liberdade para a escolha de quadros dos dois partidos componentes na composição das vagas de suplência. Diante desse cenário, Da Vitória concedeu oficialmente a permissão para a definição do nome que ocupará a suplência.
O gesto carrega forte peso político ao considerar o histórico recente de Marcus Vicente na chapa proporcional. Vicente, que figurava como candidato a deputado federal, acabou abrindo mão da disputa. Na época, a justificativa oficial apresentada para a desistência foi o cuidado com a saúde, devido ao tratamento de uma labirintite.
No entanto, o movimento ocorreu em meio a um dos momentos mais delicados da pré-campanha: um período de intensa queda de braço na qual a federação chegou a avaliar a saída do grupo aliado e pressionou fortemente para emplacar um nome na chapa majoritária, articulando a indicação para a vice na composição com Ricardo Ferraço.
A liberação para a escolha da suplência sinaliza uma reaproximação estratégica e o reacomodamento das forças políticas internas dentro do bloco majoritário.










