A corrida pelas duas vagas do Espírito Santo no Senado Federal nas Eleições 2026 mantém um desenho de estabilidade na liderança. A nova pesquisa do Instituto Perfil, contratada pelo jornal ES Hoje (registro ES-00246/2026), confirma o favoritismo isolado do ex-governador Renato Casagrande (PSB), que repete o desempenho de levantamentos anteriores e desponta na frente nos dois cenários testados.
Se a primeira vaga parece consolidada pelo recall do socialista, a disputa pela segunda cadeira na bancada capixaba em Brasília segue indefinida e acirrada, com a direita fragmentada e nomes tradicionais medindo forças dentro da margem de erro.
O levantamento ouviu 1,8 mil eleitores em 50 cidades capixabas entre os dias 10 e 13 de junho. A margem de erro é de 2,3% para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%.
📊 Casagrande mantém vantagem e Meneguelli lidera segundo pelotão
No primeiro cenário simulado pela Perfil — que testou o ex-prefeito Sergio Meneguelli pelo PSD e o deputado federal Evair de Melo pelo Republicanos —, Renato Casagrande dispara com 37,19% das intenções de voto.
Atrás dele, desenha-se um empate técnico na disputa pela segunda vaga, com o campo da esquerda e do centro-direita colados:
Pulverização bolsonarista prejudica a direita
O bloco alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece com os votos divididos entre quatro nomes diferentes, o que impede o surgimento de um competidor direto para encostar nos líderes. O grupo de eleitores que se declara indeciso chega a 8,43%. Brancos e nulos somam 4%, empatados com os 4% que não souberam ou não responderam. Somados, são mais de 16% de votos em disputa.
- Relembre as avaliações realizadas pelo Instituto Perfil a pedido de ES Hoje visando o pleito desse ano a partir de dezembro de 2024, seguindo em fevereiro, abril, junho, agosto e outubro de 2025, além de pesquisa estadual no mês de abril de 2026.
🔍O peso de Paulo Hartung e o fator Manato
No segundo desenho do tabuleiro político, mudando as peças do PSD e do Republicanos, o panorama de liderança não se altera: Casagrande oscila apenas um ponto para baixo (ficando na casa dos 36%) e dita o ritmo da corrida.
A estabilidade também se reflete no segundo pelotão. O ex-governador Paulo Hartung entra neste cenário pontuando 11,48% — mantendo o exato patamar de competitividade que Meneguelli demonstrou no cenário anterior.
A variação mais perceptível ocorre na ala conservadora. Com a entrada de Carlos Manato, o voto da direita se reposiciona e alcança índices muito semelhantes aos de Maguinha Malta no primeiro bloco. O dado sinaliza ao mercado político que o eleitorado de direita no ES tem tamanho e fidelidade, mas carece de uma candidatura unificada para ganhar musculatura.
A estabilidade dos números joga a pressão para as convenções partidárias: quem conseguir unificar os discursos (seja na direita ou na esquerda) herdará as melhores chances de garantir a vaga restante.









