“O que sobrou para os partidos? Os militares”. Apesar de raposa política ter usado essa expressão ao falar sobre o momento do processo eleitoral 2026 que os partidos estão vivendo, “sobrar” nesse caso, está bem longe de ser “resto”. Os policiais e bombeiros militares são, desde 3 abril, são os trunfos de todas as agremiações partidárias para formação de chapas fortes, tanto para candidaturas de governo, Senado e as chapas proporcionais.
Após janela partidária, ninguém entra ou sai de partidos sem risco. Apenas policiais e bombeiros miliares, cuja Constituição Federal determina que o pedido de registro de candidatura é apresentado pelo partido ou coligação após a prévia escolha em convenção. Sendo assim, a esta altura do campeonato são cortejadas as entidades Projeto Político Militar (PPM) e Associação das Praças da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Espírito Santo – ASPRA-ES.
Nesta segunda-feira (4) o Republicanos, presidido no Espírito Santo por Erick Musso e cujo pré-candidato ao Governo do ES é Lorenzo Pazolini, ganhou o importante apoio do presidente da Aspra. O 3º Sargento PM Jackson Eugênio Silote – Sargento Eugênio -, não apenas apoia e pode influenciar cerca de 12 mil policiais militares, como decidiu disputar uma vaga de deputado estadual pelo Republicanos.
O presidente da Aspra chega exatamente 10 dias após o tenente bombeiro Assis ter anunciado o mesmo caminho.
Tal qual Erick Musso, os dirigentes de outros partidos estão acelerados nas tratativas com outros militares. “Estamos em conversa, tratativas, neste momento são eles. Principalmente as mulheres”, disse a mesma raposa do início desta notícia.









