8 de janeiro: presos na Argentina são visitados por senadores

Uma comitiva da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal desembarcou na Argentina no início desta semana para visitar brasileiros detidos no Complexo Penitenciário Federal I de Ezeiza, na província de Buenos Aires, e interceder por eles junto às autoridades argentinas. A delegação é composta pelos senadores Damares Alves (presidente da comissão), Magno Malta e Eduardo Girão, todos críticos da condução do inquérito sobre os atos de 8 de janeiro por parte do Supremo Tribunal Federal.

Os detentos são Ana Paula de Souza, Joelton Gusmão, Rodrigo Moro, Wellington Luiz Firmino e Joel Borges Correa. Todos deixaram o Brasil em decorrência dos desdobramentos dos atos de 8 de janeiro de 2023, alguns já condenados e outros ainda em fase processual. Segundo informações, eles romperam as tornozeleiras eletrônicas e fugiram do Brasil.

A visita institucional foi solicitada oficialmente ao governo argentino por meio de um ofício assinado pela comissão e endereçado ao diretor nacional do Serviço Penitenciário Federal da Argentina, Fernando Martínez. O objetivo é verificar as condições de reclusão de cinco cidadãos brasileiros que deixaram o território nacional e agora estão presos na Argentina em razão de pedidos de extradição emitidos pelo Brasil.

“São brasileiros que fugiram da ditadura de Moraes”, declarou o senador Magno Malta. “Vieram para a Argentina com uma fé enorme na liberdade que esse país passou a representar com a chegada do presidente Javier Milei ao poder”, afirmou.

A comitiva brasileira iniciou nesta segunda-feira (12) uma série de reuniões com autoridades argentinas e representantes da sociedade civil, com atividades previstas até terça-feira (13). Já a visita aos detentos foi autorizada formalmente pelo sistema penitenciário argentino, mediante comunicação prévia feita pela embaixada brasileira em Buenos Aires.

Os senadores defendem que a situação dos brasileiros presos na Argentina deve ser analisada à luz dos tratados internacionais e dos direitos fundamentais. “Estamos respaldados pela Constituição Federal brasileira, pela Lei de Migração e, principalmente, pelo Pacto de San José da Costa Rica, que assegura o devido processo legal, a liberdade de expressão e a proteção contra perseguição ideológica”, explicou Malta.

Desde a eleição do presidente Javier Milei, conhecido por seu posicionamento liberal e antiesquerdista, cresce entre setores da direita brasileira a expectativa de que o país vizinho possa se tornar um porto seguro para os que alegam perseguição política.

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