“Desde que me queimaram, eu nunca mais falei de eleições para o Senado. Mas sim, vou concorrer e estou surpreso e bem animado de ter sido lembrado ao lado do governador Paulo Hartung”. Assim reagiu à pesquisa do Instituto Perfil publicada por ES Hoje nesta sexta-feira (13) sobre as eleições ao Senado Federal, Sergio Meneguelli (Republicanos).
Ex-prefeito de Colatina e deputado estadual em primeiro mandato, Meneguelli comemorou os números que o colocam na segunda colocação com o ex-governador, atrás somente do governador Renato Casagrande (PSB).
Em clima de comemoração, o colatinense informou que faria campanha em parceria com Hartung (sem partido) ou Evair de Melo (deputado federal também na lista do Instituto Perfil). A ideia veio acompanhada de um resgate histórico da política capixaba, quando Eurico Rezende e João Calmon fizeram “campanhas cruzadas”.
“Um pediu voto para o outro, derrotando os adversários. Aqui eu só faria isso se fosse para Paulo Hartung ou Evair de Melo, duas pessoas que eu considero muito sérias. Até porque eu sei o político que eu sou e pedir votos para qualquer pessoa é algo muito sério”.
Sobre Renato Casagrande, cuja pesquisa aponta favoritismo, Sergio Meneguelli diz que já vê seu movimento de campanha no atual mandato, mas criticou o projeto do governador.
“Casagrande já largou o Senado para ser governador, agora vai largar o governo para concorrer, isso é projeto pessoal e não político. Ele está em plena campanha e acredito que só teremos uma vaga para disputar, porque a outra já é dele”, afirmou.
Terno jeans
O ex-prefeito de Colatina avalia trocar o Republicanos para concorrer a senador pelo PSD, partido presidido no Espírito Santo pelo prefeito eleito de Colatina, Renzo Vasconcelos. Disse que ouviu esse compromisso do dirigente e não imagina uma nova traição partidária em 2026.
“Vou preparar meu terno jeans e minha bicicleta para andar em Brasília”, afirmou.
Sergio Meneguelli foi lançado pré-candidato a senador pelo Republicanos em 2022, mas na última hora, por uma articulação da nacional, a ele restou disputar uma cadeira de deputado estadual. Disputa, inclusive, que venceu em relação a todas as demais candidaturas de estadual ou federal – ele recebeu 138.523 mil votos, enquanto o mais votado na bancada federal foi Helder Salomão (PT) com 120.337 votos e na Ales a segunda colocação foi de Assumção (PL) com 98,6 mil.
“Desde que me queimaram eu nunca mais falei sobre o assunto e só estou falando agora por conta da pesquisa, mas o projeto Meneguelli Senador continua. Não acho que será no Republicanos, minha tendência é ir para o PSD, porque o Renzo já me convidou. Só não saio se alguém com muita credibilidade nacional me der a garantia da disputa. O que fizeram comigo em 2022 foi covardia para ajudar eleger Magno Malta (PL). Mas só não concorro em 2026 se Jesus não quiser ou se eu for sacaneado”.
Diante das movimentações políticas que tem acompanhado, Meneguelli disse que se Paulo Hartung – a quem avalia não ser mais um político para cargo locais, e sim nacionais – o apoiar, ele será o primeiro parlamentar do Brasil a entrar no Congresso Nacional de terno jeans e a circular por Brasília de bicicleta.
“Eu acredito que Hartung é um político de grau mais elevado, ele tinha que ser ministro. Acredito que na política local ele só entra para apoiar pessoas. É uma pessoa que tem todo meu respeito e consideração.









