Em apresentação no painel “As necessidades de adaptação e os custos sociais e econômicos da inação”, no encontro do G20 no Rio de Janeiro, Renato Casagrande (PSB), Governador do Espírito Santo, destacou a importância da resiliência como estratégia fundamental dos estados e municípios para enfrentar as mudanças climáticas.
Durante o painel, o governador apresentou uma análise detalhada das melhores práticas públicas, utilizando exemplos concretos de cidades que implementaram com sucesso medidas de resiliência, destacando as políticas inovadoras e as soluções práticas adotadas, que podem servir de modelo para outras regiões.
Além disso, apontou os principais desafios enfrentados no processo, como a escassez de recursos e a necessidade de coordenação entre diferentes níveis de governo, e as ações positivas realizadas para superá-los.
“Cada um de nós, governadores, prefeitos, em parceria com as entidades e instituições públicas, passamos a incentivar para que cada governo pudesse construir seus planos de controle, mitigação e adaptação as mudanças climáticas”, ressaltou o governador.
No painel “Os impactos das mudanças climáticas: como ampliar o financiamento para adaptação e construir cidades resilientes”, a diretora de Sustentabilidade e Relações de Consumo da Confederação Nacional das Seguradoras (Cnseg), Ana Cristina Barros, afirmou que o primeiro passo é entender o que são as mudanças climáticas e como elas afetam a nossa vida e nosso patrimônio.
“E o segundo é a importância de contar com um seguro catástrofe para um compartilhamento e mitigação de riscos. A capacidade de gerir e reduzir os riscos, de forma profissional, está no setor de seguros, que tem capacidade e flexibilidade para atender toda a sociedade”.
Para Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, a participação do setor de seguros nos debates da agenda climática é fundamental, já que a solução desse enorme problema envolve muitos atores.
“A agenda climática é um dos maiores desafios já enfrentado pela humanidade, porque ela envolve uma relação global. Então o enfrentamento da crise climática vai exigir da humanidade o maior esforço de coordenação entre pessoas, empresas, governos, instituições, universidades, centros de pesquisa etc. Um pequeno investimento hoje pode ser a redução de um enorme prejuízo no futuro”, destacou.
Com o tema “Os Impactos das Mudanças Climáticas: Como Escalar o Financiamento para Adaptação e Construir Cidades Resilientes”, o encontro contou com a participação de 23 autoridades internacionais, líderes econômicos e políticos, além da sociedade civil.
O encontro, promovido pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS), em parceria com Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Instituto Itaúsa, Prefeitura do Rio de Janeiro, Climate Policy Initiative (CPI)/CCFLA e outras entidades, foi dividido em painéis que enfatizaram a necessidade de ações imediatas para integrar a resiliência nas infraestruturas urbanas e os desafios enfrentados pelas cidades.
O encontro resultará em um relatório que apresentará os desafios e soluções, estabelecendo um roteiro para desbloquear o fluxo de recursos e iniciativas de adaptação climática no caminho do G20 e da COP30, que ocorrerá em Belém (PA).
O tema da sustentabilidade vai mover as discussões do G20 em novembro deste ano, no Rio de Janeiro. Sob o lema “Construindo um Mundo Justo e um Planeta Sustentável” os países-membros, que reúnem 80% do PIB da economia mundial, debaterão a transição energética, o desenvolvimento sustentável justo (com ênfase no combate à fome, à pobreza e à desigualdade) e a reforma das instituições multilaterais.
O G20 é o fórum de cooperação econômica das 19 maiores economias do mundo, mais a União Europeia e, desde 2023, a União Africana. Com presidência anual rotativa, é realizado em ciclos de um ano, com diversos encontros ministeriais e técnicos que culminam na cúpula de chefes de Estado e de governo. No Brasil, a cúpula do G20 será realizada no Rio de Janeiro nos dias 18 e 19 de novembro de 2024.









