Os dois PMDBs e a costura do governador

O PMDB nacional permanece como aliado de primeira hora do Governo Federal. Tem a vice-presidência – e continuará com o posto na candidatura de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) -, as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado e mais cinco ministérios – sem contar a imensidão de diretorias e gerências espalhadas pelo governo. Nos Estados, entretanto, a segurança do PT não é a mesma.

No Rio, o governador Sérgio Cabral (PMDB) já deu o ultimato: não aceita a candidatura do senador Lindbergh Faria (PT) ao governo. Quer o apoio dos petistas a Pezão, seu vice e candidato pelo seu partido. Essa é a primeira demonstração pública oficiosa de desentendimento entre PT e PMDB.

A próxima, na iminência de ocorrer, pode ser no Espírito Santo. Aqui, o PMDB já tem dado pistas, nos bastidores, de que manterá a parceria com o PSB de Renato Casagrande, “doa a quem doer”, como pontuou ao blog um cacique peemedebista.
Casagrande tem a missão de tentar segurar, na chapa, o PMDB, sem perder o PT.
No caso de vacância da vice, pelo PT, o PMDB é o natural ocupante do espaço, mas aí perderia a vaga do Senado, reservada para o ex-governador Paulo Hartung. Outros partidos que podem passar a integrar a vice são o PDT e o recém-criado – e já aliado – MD.
José Dirceu foi taxativo ao dizer que não quer ver o PSB nem pintado – a menos que Eduardo Campos recue de sua candidatura. Logo, o PT quer um palanque para Dilma no Estado. Se terão a companhia do aliado nacional PMDB, é outra história.

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