O presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM), prestou declarações, na manhã desta terça-feira (22), em seu gabinete na Ales, ao delegado Janderson Birschner Lube, do Nucleo de Repressão as Organizações Criminosas e à Corrupção (Nurocc). O encontro, que aconteceria na quinta-feira (24), foi adiantado a pedido do democrata, que garantiu desconhecer quaisquer irregularidades nos contratos entre a prefeitura de Itapemirim, administrado por sua esposa, Norma Ayub (DEM / 2005 a 2008 e 2009 a 2012).Norma foi presa na tarde de sábado (19) após determinação do desembargador Ronaldo Gonçalves de Sousa, relator do processo que investiga os desdobramentos da Operação Derrama. A ex-prefeita, que foi ouvida na delegacia, está sendo indiciada por formação de quadrilha, fraude em licitação e peculato. Além de Norma, foi preso do Paulo José Azevedo Branco, ex-procurador-geral de Itapemirim; e Eder Botelho da Fonseca, ex-secretário de Finanças de Norma.
Na gestão Norma Ayub, a prefeitura de Itapemirim manteve contratos com a consultoria CMS, principal investigada da Derrama. Somente no segundo mandato de Norma, a prefeitura pagou cerca de R$ 2,5 milhões à CMS. Só em 2012 a prefeitura pagou R$ 1 milhão à consultoria.
Ao Nurocc Theodorico Ferraço disse que foi secretário de Desenvolvimento e Gerencia na Prefeitura de Itapemirim juntamente com Yamato Ayub Alves – irmão de sua esposa e ex-prefeita. Segundo o presidente da Ales, seu cunhado foi responsável por multas recebidas pela administração, uma vez que Yamato deixou de apresentar relatórios ao Tribunal de Contas na data certa. E ainda, que teria sido ideia do irmão da prefeita, então no cargo de secretário de Finanças, a manutenção do contrato com empresa de recuperação de arrecadação.
“YAMATO disse que na administração passada tinha uma assessoria fazendo isso; QUE não sabia qual a firma e YAMATO disse que achava salutar manter essa assessoria (…)”, disse o deputado em depoimento.
Em outro trecho Ferraço afirma que outro titular da pasta de Finanças e o procurador-geral do município, Eder Botelho e Paulo Branco, respectivamente, em 2007, garantiram a legalidade dos contratos entre a CMS e a prefeitura. “QUE EDER e PAULO BRANCO procuraram o declarante, não se recordando se foi em Vitória ou em Itapemirim, e os mesmos esclarecem que havia contrato de assessoria na forma legal e ouviram o Tribunal de Contas e o contrato estava correto (…)QUE o declarante se recorda que isso ocorreu a partir do mandato de 2007; QUE PAULO BRANCO e EDER falaram que o contrato com o CLAUDIO era legitimo; QUE na ocasião o declarante tomou conhecimento de que a assessoria era de recuperação de ISS e que CLAUDIO estava assessorando outros municípios”.









