Briga de família: irmão de Norma Ayub piora situação da ex-prefeita

Em agosto de 2012 o irmão da ex-prefeita de Itapemirim – Norma Ayub (DEM) e ex-secretário de Finanças, Yamato Ayub Alves, entregou ao então interventor do município de Presidente Kennedy, Lourival Nascimento, um documento apontando irregularidades nos contratos entre Itapemirim e outras prefeituras capixabas com assessorias de recuperação de arrecadação de recursos.No documento, Yamato acusa o deputado estadual e presidente da Assembléia, Theodorico Ferraço, e o economista Victor Martins, de serem intermediadores desses contratos. E ainda, a sua irmã, na época a prefeita de “uma armação ardilosa”, para favorecer o contrato firmado entre a prefeitura e a empresa CMS.

O documento informava: “No início de 2005, Claudio Mucio Salazar, (…)em companhia de Vitor Martins, mantiveram algumas reuniões com Theodorico de Assis Ferraço, na Prefeitura Municipal de Itapemirim, sempre tratando de assunto Royalties do petróleo. (…)Em setembro do mesmo ano a Prefeita Norma Ayub Alves, baixou o decreto de nº 2.768/05, anulando todos os atos praticados relacionados com royalties de petróleo, desde processos a lançamentos de créditos tributários, sob alegação de desaparecimento dos respectivos processos. (…)Onze dias após baixado o decreto, a PMI emitiu novos lançamentos, sobre os mesmos fatos gerados, cujos processos que lhes deram origem alegou desaparecidos, e assim agiu sem que das empresas fosse solicitada qualquer informação. Conclusão: o decreto anulando tudo por suposto desaparecimento foi uma armação ardilosa, fruto de uma grande farsa, para possibilitar elevados honorários, eis que nesse período entre o decreto e os novos lançamentos, já haviam firmado contrato de assessoria na área de royalties, sem licitação, com referida empresa tendo à sombra Vitor Martins, que veio a ser nomeado Diretor da ANP – Agência Nacional do Petróleo (…) Em 2009, dois novos contratos foram firmados. Um para assessoria em royalties, contrato de risco, e outro estendendo a assessoria para a área tributária – ISS., IPTU., aí estranhamento incluindo execuções fiscais, quando o município mantém seu quadro próprio de procuradores com essa responsabilidade”.

De acordo com o ex-interventor de Kennedy, assim que a Operação Derrama foi a público, ele fez contato com Yamata Ayub que demonstrou grande alegria com o procedimento policial que levou 10 ex-prefeitos à prisão. “Ele foi até mim e pediu que eu verificasse se havia algum contrato da prefeitura com a empresa. Se mostrou indignado com a atitude da irmã e dizia que Ferraço tinha grande influência na administração. Ele contou que o contrato em Itapemirim tinha sido feito á revelia. Investigamos e realmente a prefeitura foi procurado pelo empresário Claudio Mucio Salazar, em 205, mas nenhum contrato havia sido firmado”, confirmou Lourival Nascimento.

Já o ex-diretor da ANP, Victor Martins confirmou que conhece e é amigo do Claudio Mucio Salazar há muitos anos. Mas garantiu que não tem “qualquer relação profissional com o mesmo ou com a CMS. Não fui eu quem apresentou Claudio Mucio Salazar ao Theodorico Ferraço. Já me reuni com Theodorico Ferraço para tratar de temas relacionados ao desenvolvimento do Estado e de Itapemirim. Por fim, desconheço a forma ou detalhes da contratação da CMS por qualquer prefeitura”, respondeu por e-mail à reportagem de ESHOJE.

No depoimento de Ferraço ao Nurocc ele conta que sua esposa e o irmão romperam quando Yamato Ayub foi exonerado do cargo de secretário de Finanças de Itapemirim. E que ele teria “arrumado confusão e uma namorada na prefeitura”. E ainda, que após exoneração, do irmão e da suposta namorada, o romance foi desfeito – o que teria criado um grande conflito familiar.

A reportagem de ESHOJE tentou durante toda a manhã e parte da tarde conversar com Yamao Ayub Alves, mas as ligações, pela manhã, foram atendidas por um homem que se identificou como Fernando e informava que o irmão da ex-prefeita estava em reunião na Câmara de Vereadores de Itapemirim. À tarde as ligações não foram atendidas.

Cargo de Diretor Financeiro da Ales será

ocupado interinamente por servidor efetivo

A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa (Ales) informou, na tarde desta terça (22), que a vaga de Diretor Financeiro será preenchida interinamente pelo servidor efetivo da Casa, Waldeir da Silva Santos, graduado em contabilidade.

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