Golpe da falsa central bancária: suspeitos presos no ES deram prejuízo de R$ 200 mil a médico

Um médico de 74 anos, morador de Goiânia (GO), perdeu aproximadamente R$ 200 mil após cair no golpe da falsa central bancária. A investigação levou à prisão de três suspeitos no Espírito Santo, apontados como integrantes de uma organização criminosa que aplicava a fraude.

Os dois homens, de 24 e 42 anos, e uma mulher, de 23 anos, foram presos no último dia 29 de julho, em Viana e Vila Velha, durante uma operação conjunta da Polícia Civil de Goiás (PCGO) e da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) da Polícia Civil do Espírito Santo.

Investigação começou após golpe contra médico

O caso começou a ser investigado depois que o médico registrou um boletim de ocorrência informando que havia sido enganado por criminosos que se passaram por funcionários do banco.

Os golpistas disseram que a conta da vítima estava sendo alvo de ataques e que diversos pagamentos seriam realizados automaticamente caso ela não seguisse as orientações passadas por telefone.

Durante a ligação, enviaram links pelo WhatsApp e convenceram o médico a acessá-los. A partir daí, conseguiram desviar cerca de R$ 200 mil.

Ao rastrear o dinheiro, a Polícia Civil de Goiás descobriu que parte dos valores havia sido transferida para a conta de uma mulher que morava na Grande Vitória. Com essa informação, pediu apoio à Polícia Civil capixaba para localizar os envolvidos.

Mulher confessou crime e entregou comparsas

As primeiras diligências levaram os policiais até um endereço em Viana, onde funcionava uma loja de óculos. No local, os investigadores descobriram que a mulher procurada já havia trabalhado no estabelecimento. Funcionários contaram, inclusive, que desconfiavam de seu envolvimento em golpes e informaram que ela não fazia mais parte da equipe.

As investigações continuaram até que a polícia localizou a casa onde a suspeita morava com a avó. Ao ser abordada, ela confessou participação no esquema, entregou o celular aos policiais e revelou quem seriam os responsáveis por recrutá-la.

Segundo o relato da suspeita, um dos líderes do grupo seria um homem de Santa Catarina que estava no Espírito Santo para dar continuidade aos golpes.

Outros suspeitos foram encontrados reunidos em Vila Velha

Com as informações repassadas pela mulher, os policiais seguiram até um imóvel em Itaparica, Vila Velha, onde localizaram o suspeito apontado por ela e outro homem, morador da Serra.

De acordo com a polícia, os dois confessaram participação no esquema e disseram que estavam reunidos para planejar novos golpes. O morador da Serra, segundo a investigação, possui mais de 10 passagens pela polícia.

Os três foram presos em flagrante e, segundo a polícia, permanecem detidos.

Contas eram usadas para esconder o dinheiro

As investigações apontam que os suspeitos eram inicialmente recrutados para emprestar contas bancárias que recebiam o dinheiro das fraudes, atuando como “laranjas”.

Com o tempo, eles próprios passavam a recrutar outras pessoas para disponibilizar contas em troca de uma parte do dinheiro obtido com os golpes.

A mulher presa afirmou que participava do esquema havia cerca de dois meses e disse ter recebido aproximadamente R$ 5 mil. Já os outros investigados teriam lucrado cerca de R$ 50 mil, cada um, segundo a apuração da polícia.

Os presos foram autuados por fraude eletrônica, lavagem de dinheiro, associação criminosa e fraude eletrônica.

A Polícia Civil continua investigando o caso para identificar outros integrantes da organização e verificar se há mais vítimas do esquema em diferentes estados.

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